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25/09/2010 | 03h31

Polícia Federal inaugura base à beira do Guaíba contra crimes ambientais

Unidade combaterá também contrabando e tráfico

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Os cinco grandes rios que deságuam na Região Metropolitana e a própria Lagoa dos Patos contam com mais fiscalização a partir de hoje. A Polícia Federal (PF) acaba de inaugurar a base do Grupo Especial de Polícia Marítima (Gepom) que, apesar do nome, não atua no mar, e sim na grande bacia formadora do Guaíba.

São quatro agentes e duas lanchas novas, com grande potência e capazes de desenvolver altas velocidades – especiais para perseguições, cercos ou patrulhamento de rotina. Outras três lanchas, de menor porte e discretas (sem o emblema da PF), também foram colocadas à disposição da nova unidade. Serão usadas em campanas, para detectar crimes sem serem identificadas pelos delinquentes.

O Gepom vai priorizar o combate a crimes ambientais. Um deles é a extração ilegal de areia – mais de 60 praias do Rio Jacuí sumiram em dragagens destinadas à construção civil. Outros delitos são pesca e caça ilegais, comuns no Parque do Delta do Jacuí. Também será rastreado o crescente abigeato nas regiões rurais de cidades como Canoas e Nova Santa Rita.

– As lanchas são dotadas de binóculos termais, que identificam a presença de qualquer pessoa à noite, no meio do mato, a centenas de metros – diz José Antônio Dornelles de Oliveira, delegado regional executivo e segundo homem na hierarquia da PF no Rio Grande do Sul.

Unidade da PF combaterá ainda contrabando e tráfico

Dornelles supervisionou ontem um teste das duas lanchas da PF. Elas conseguem navegar a mais de 80 km/h.

O Gepom ganhou sede própria, junto ao Batalhão Ambiental da BM, à beira do Guaíba. Antes a unidade nem sequer tinha ponto de apoio. A PF contava com uma lancha antiga, e os policiais ficavam na sede da superintendência, na Avenida Ipiranga.






Agora, os quatro agentes dão expediente na sede à beira da água. Escritórios foram montados dentro de três contêineres. Dois policiais fizeram curso de piloto de barco. Os outros dois fiscalizarão embarcações estrangeiras que atracam no porto da Capital. Cada tripulante é obrigado a se identificar e passar por crivos diplomáticos.

A PF também pretende incrementar a fiscalização de contrabando em navios, migração clandestina e tráfico de drogas. A área onde foi montada a sede do Gepom foi cedida pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) do governo do Estado. Uma das lanchas, a Suçuarana, foi adquirida da Marinha, com verbas do orçamento da PF e da Vara Ambiental da Justiça Federal. A outra foi comprada com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.

A maior lancha da PF fica em Rio Grande e tem blindagem contra tiros de metralhadora. Importantes localidades das fronteiras aquáticas gaúchas com Argentina e Uruguai também contam com pelo menos um barco. É o caso de São Borja, Uruguaiana e Jaguarão.

Os barcos
SUÇUARANA II
- Tem 16 metros de comprimento. A lancha é dotada de dois motores de 230 HPs, cada, movidos a óleo diesel. É equipada com dormitório. Desenvolve velocidade acima de 80 km/h.
- É equipada como GPS, sonar e radar. Conta ainda com computador de bordo e binóculo termal, capaz de propiciar visão noturna de qualquer objeto que emita calor.
- O barco tem também um suporte ao qual pode ser adaptada uma metralhadora antiaérea .30 ou uma metralhadora Mag calibre 7.62mm, de cinturão, capazes de afundar a tiros um barco.
- Capacidade para carregar até oito homens. Custa cerca de R$ 500 mil.
GUARDIÃO
- Tem 6m20cm de comprimento. É um flexiboat, que mistura metal e borracha, capaz de impactos contra outras embarcações, sem afundar.
- A lancha tem um motor de cerca de 150 HP de potência, movido a gasolina. Ela também tem sonar e binóculo termal. Capacidade para carregar quatro homens. Custa cerca de R$ 115 mil.

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  • zerohora

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