Obituário

Morreu em 17 de maio, aos 51 anos, o publicitário Flávio Pimentel Bulcão de Lima, conhecido como Flavinho. Retornando de Porto Alegre para Dourados (MS), onde residia, teve um infarto ao desembarcar no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Nascido em dia 9 de novembro, era filho do general Luiz Oscar Bulcão de Lima e Cléa Bulcão de Lima. Deixa a mulher, Patrícia, as filhas Amanda e Luísa e os irmãos Ivan e Taís.
Atuou na política douradense e logo depois foi nomeado gerente administrativo da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) na cidade. Foi gerente da Rádio Transamérica de Dourados e trabalhou por vários anos na TV Morena, afiliada da Rede Globo, na área comercial. Atualmente, tinha a própria empresa, chamada Bulcão Comunicação, com a qual recebeu várias premiações.
Flávio também era faixa marrom de judô e praticava montanhismo e hipismo, sendo primeiro instrutor de equitação no Regimento Guaicurus. Tinha como hobby favorito a pescaria no Pantanal. Segundo familiares, Flávio era uma pessoa extremamente alegre e comunicativa. Tinha o dom de reunir pessoas, fazer amizades e ajudar a todos.
A missa de sétimo dia será celebrada em hoje, em Dourados (MG), e amanhã, às 18h, na Igreja São Pedro, em Porto Alegre.

Natural de Pelotas, Maria de Lourdes Pires de Pires morreu em 17 de maio, aos 90 anos, vítima de acidente vascular cerebral, no Hospital São Lucas da PUCRS. Nascida em 2 de fevereiro de 1923, mudou-se com a família para Porto Alegre em 1964, acompanhando o marido, que foi transferido devido ao trabalho.
Dona de casa, também atuava como doceira para ajudar a complementar a renda da família. Maria de Lourdes era casada com Silvestre Pires, com quem teve os filhos Gladis Veneza, Paulo Renato, José Júlio (já falecidos), João Carlos, Luis Alberto e Vitor Hugo. Deixa também noras, netos e um bisneto.
A missa de sétimo dia será celebrada amanhã, às 18h30min, na Igreja Nossa Senhora do Trabalho, em Porto Alegre.

José Pedro Rihan morreu ontem, aos 85 anos, em Porto Alegre. Nascido no Líbano, em 10 de fevereiro de 1928, chegou ao Brasil com os pais aos dois anos. Filho mais velho de Pedro e Lorice Rihan, tinha três irmãos (um já falecido) e viveu a infância e a juventude entre o Rio de Janeiro e a cidade mineira de Teófilo Otone. No Rio, cursou o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) e, a seguir, formou-se em Contabilidade.
Mudou-se para Porto Alegre em 1º de maio de 1950, para casar e construir uma nova vida. Começou a carreira profissional gerenciando o restaurante Elite e retornou ao serviço militar após a venda do estabelecimento. Empreendedor, iniciou uma empresa especializada em artigos militares e, simultaneamente, abriu uma loja de revistas na rodoviária da Capital. Em 1958, inaugurou o restaurante Quick, que recebeu prêmios pela decoração e arquitetura avançada para a época. Também foi proprietário do famoso Café Rian, na Rua dos Andradas, que marcou época e até hoje é lembrado em livros sobre a cidade.
Segundo familiares, era um homem de grande coração, que sempre amou e protegeu a mulher e os filhos e fez o melhor por todos que amava. Será lembrado pelo sorriso fácil, pela gargalhada inconfundível e pelo abraço fraterno. Há 13 anos, ele foi acometido por uma doença neurológica degenerativa, porém sempre esteve lúcido, fato que, apesar de todas as limitações físicas, permitiu que fosse possível uma interação com familiares e amigos. Nesses anos, recebeu os cuidados, o carinho e o amor e a dedicação do filho Rogério e da mulher, Maria Fadel Rihan.

Morreu na manhã de ontem Ray Manzarek, tecladista e cofundador do The Doors.
Manzarek tinha 74 anos e sofria de câncer na vesícula biliar.
Quando morreu, o músico estava acompanhado da mulher, Dorothy, e dos irmãos, Rick e James Manzarek, em uma clínica na cidade de Rosenheim, na Alemanha. O anúncio foi feito por meio das redes sociais e do site da banda.
The Doors foi formada em 1965, quando Manzarek encontrou-se com Jim Morrison na praia de Venice, nos Estados Unidos. O tecladista convidou Morrison para sua banda, Rick and the Ravens, empolgado com a veia poética do vocalista. Depois, a banda passou a usar o nome pelo qual ficou conhecida, tirado do livro de Aldous Huxley, As Portas da Percepção. Em 1967, após assinarem com a gravadora Elektra, lançaram seu primeiro disco, homônimo, que continha músicas que se tornaram rapidamente sucessos, como Light My Fire, Break on Through (to the Other Side) e Alabama Song (Whiskey Bar).
A banda acabou se tornando uma das mais importantes do rock e ficou marcada por sua contribuição à psicodelia que é característica das décadas de 1960 e 1970 no gênero. Até a morte de Jim Morrison, em 1971, venderam mais de 100 milhões de discos e ganharam 19 discos de ouro, 14 de platina e cinco discos múltiplos de platina.
Em 2002, Manzarek voltou a se apresentar com o guitarrista dos Doors, Robby Krieger. O projeto, intitulado Riders on the Storm (em homenagem a outro grande sucesso dos Doors), passou por Porto Alegre em 2008, com show no Pepsi On Stage. A apresentação foi marcada por solos de teclado, interação de Manzarek com o público gaúcho e diversas homenagens a Jim Morrison.

Morreu ontem, aos 77 anos, Antonio Meneghetti, filósofo, teólogo, artista italiano que tem, entre as suas principais realizações, a criação da ontopsicologia. No distrito de Recanto Maestro, em Restinga Seca, Meneghetti tinha criado uma fundação, um centro de arte e cultura, uma faculdade com cursos de graduação e pós-graduação e uma comunidade de admiradores. Com uma personalidade misteriosa e até mesmo controversa, Meneghetti despertava a curiosidade, tanto pelos cursos e palestras ministrados no seu "paraíso pessoal", na Quarta Colônia, quanto pelo passado na Itália. Na tarde de ontem, Santa Maria e São João do Polêsine decretaram luto oficial por três dias.
Meneghetti era divorciado e tinha duas filhas, que moram na Itália. Começou a vida acadêmica quando ainda pertencia a uma comunidade religiosa, em Roma. Quando lecionava na Universidade São Tomás de Aquino, criou a disciplina teórica ontopsicologia, e logo teria sentido a necessidade de atuar na prática, deixando o sacerdócio em 1972. O site da Associação Brasileira de Ontopsicologia, fundada em 1985 por Meneghetti, define o termo como "estudo dos comportamentos psíquicos em primeira causalidade, incluída a compreensão do ser".
A partir de 1972, intensificou o trabalho que o tornou reconhecido como professor, filósofo, artista e até estilista. Meneghetti promoveu quase 20 congressos internacionais de ontopsicologia, abrindo centros de ensino e instituições de cultivo das artes em diversos países, além de conseguir o apoio de universidades públicas e particulares da Rússia, da Ucrânia, da Itália e também do Brasil.
Ao sair da Itália, deixou para trás acusações de embuste, usurpação de títulos, exercício irregular da medicina, associação para o crime e, inclusive, o envolvimento na misteriosa morte de uma paciente, de acordo com o jornal italiano La Repubblica, que ainda atribui parte da riqueza conquistada por Meneghetti a processos contra empresas jornalísticas.
O diretor do Hospital São Roque, de Faxinal do Soturno, Roberto Cervo "Melão", considerava-se um amigo pessoal de Meneghetti desde quando o italiano chegou à Quarta Colônia, há 25 anos. Segundo Melão, quando chegou à região, o italiano teria comprado uma área de pouco mais de 30 hectares e teria exigido a urbanização do local.
- Desde o começo ele dizia que transformaria a região em um centro educacional - afirma Melão.
Recentemente, Meneghetti teria criado três fundações a fim de perpetuar suas obras artísticas e científicas, uma delas situada no Recanto Maestro, outra na Rússia e a terceira, na Suíça. O corpo do filósofo foi levado de Santa Maria a São Paulo para ser cremado ontem à noite.

Natural de Pinheiro Machado, Dirck Lopes Peres morreu em 14 de maio, aos 83 anos, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em razão de falência múltipla dos órgãos. Aos 20 anos, entrou para o quadro de funcionários do Banrisul, onde fez carreira durante 35 anos, em agências de Itaqui, Bagé, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Atualmente, estava aposentado e morava na Capital.
Era casado havia 56 anos com Maria Francisca Ciongoli Peres, com quem teve o filho Marco Peres. Deixa vaga nas rodadas de carteado com amigos e nos jogos de sinuca no Clube do Comércio. Era apaixonado por Garopaba (SC), cidade em que chegou a morar por 11 anos, foi sócio fundador e presidente do Lions Club e onde diariamente lia a Zero Hora e revistas. A missa de sétimo dia será celebrada na segunda-feira, às 16h, na Igreja Santa Terezinha (Avenida José Bonifácio, 645), em Porto Alegre.
O médico Tito Fernandes Guerra morreu em 11 de maio, no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, onde trabalhou durante 50 anos, como ginecologista e cirurgião geral, até janeiro de 2012. Era conhecido pelos íntimos como Major, em referência ao tempo de Tiro de Guerra no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), onde se formou oficial. Em agosto, completaria 94 anos. A torcida pelo Grêmio e a dedicação ao bandoneon Doble A, que aprendeu a tocar com um músico argentino, quando estudou em Uruguaiana, eram algumas das paixões de Tito, assim como sua inseparável mulher, Cássia Revoredo Guerra. Ele também frequentou por muitos anos o Rotary Club e diversas entidades médicas.
Membro de família de 12 irmãos da fronteira sudoeste do Estado, nascido em Itaqui e criado em Alegrete, foi descendente de uma geração de nomes singulares, como o do pai, Leão Pacífico Guerra, que era agropecuarista. No Colégio Metodista União, de Uruguaiana, preparou-se para o concorrido vestibular de Medicina, em Porto Alegre. Formou-se médico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1947 e foi exercer a profissão em Iraí, onde permaneceu até 1964. Na cidade, ajudou na construção e consolidação de um novo hospital, lutou pelo asfaltamento do aeroporto, aplicou tecnologias inovadoras, fez pesquisas em diversas áreas e atendeu todo o tipo de ocorrência de pacientes da região entre Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Rio dos Índios.
Ainda em Iraí, acompanhou de perto o movimento tradicionalista, lutando pela doação de um terreno para o CTG da cidade, que na época foi inaugurado com seu nome. Em 1964, transferiu-se para Porto Alegre, onde trabalhou nos hospitais Petrópolis, São Pedro e Ernesto Dornelles, sempre envolvido e apaixonado pela atividade que praticou durante 60 anos. Deixa os filhos Magali, Lisette, Martha e Tito Antonio, os netos Francisco, Monique, Julia, Bárbara e Tatiane, além de irmãos, sobrinhos, genros, nora, amigos e suas fiéis auxiliares Iara e Joana. Será lembrado pela existência amistosa, generosa, afetiva e de muito trabalho e dedicação à família, aos amigos e aos pacientes, conquistando admiração, respeito e reconhecimento de todos.

Aos 77 anos, morreu em 13 de maio a Irmã Maria Ilda Didonet, no Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas, onde estava internada desde 28 de abril. Nascida Ilda Ignes Didonet, em 21 de junho de 1935, em Nova Udine, hoje Ivorá, era a terceira dos dez filhos do professor Eliseu e da dona de casa Natalina. Os pais, profundamente religiosos, educaram os filhos na fé cristã. Após a morte deles, os filhos permaneceram unidos por fortes laços familiares, conservando a casa paterna como "A Velha Querência", onde realizam os encontros de família.
Ainda jovem, Ilda ingressou na vida religiosa consagrada, na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. Em 10 de fevereiro de 1956, fez os votos religiosos. Profissionalmente, dedicou-se à enfermagem. Segundo colegas religiosas, era uma profissional reconhecida, amada e respeitada por exercer a missão orientada pelos princípios éticos, morais e religiosos. Exerceu a última missão no Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos, em Rio Pardo. Deixa saudades aos familiares e à Congregação.

Em 11 de maio, morreu em Porto Alegre a agropecuarista Gizelda Sanchotene Goulart, aos 80 anos. Nascida em Itaqui (na época, distrito de Maçambará), em 3 de janeiro de 1931, era filha de Francisco Zacarias Sanchotene e Antonia de Medeiros Sanchotene. Era casada com João Siznando Dubal Goulart, médico e político com atuação em Itaqui, falecido em 1981. Com o marido, teve os filhos Isolda, Haroldo, Valúsia e Telmo. Deixa também nove netos e um bisneto.
Mantinha-se sempre em atividade, viajando periodicamente para Itaqui, Santa Maria, Porto Alegre e Capão da Canoa, onde mantinha suas relações de amizade e de negócios. Um dos seus maiores prazeres era ir a Capão da Canoa, onde veraneava havia mais de 50 anos e considerava o lugar ideal para se estar e aproveitar o sol e o mar, estendendo o veraneio até abril.
Segundo familiares, Gizelda era muito dedicada à família e aos amigos. Será lembrada pela bondade e pela disponibilidade em servir. Deixa muita saudade e tristeza em todos os que conviveram com ela. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Miguel de Almas, no Dia das Mães, em Porto Alegre.

Ori Rudi Cavinato, nascido em Ijuí em 8 de dezembro de 1942, morreu em 17 de maio, aos 69 anos. Filho de agricultores, na juventude viu-se obrigado a deixar o Interior em busca de melhores condições de vida.
Trabalhou como metalúrgico na indústria Imasa, no frigorífico Serrano e na Ceriluz. Destacou-se como presidente do sindicato dos metalúrgicos de Ijuí e da associação de funcionários nas empresas onde trabalhou.
Durante a vida sempre teve como lazer o futebol e o jogo de bochas, esporte pelo qual conquistou títulos estaduais. Era assíduo torcedor do São Luiz e do Grêmio, mas a pescaria com amigos e familiares, em acampamentos montados à beira de rios, era seu maior prazer. Depois de se aposentar, realizou o maior sonho, que era montar uma peixaria em Ijuí.
Também um amante das causas ambientais e pesquisador, atuou em várias comunidades e escolas, levando seus trabalhos sobre os rios e nascentes das bacias dos rios Ijuí e Potiribu e sobre a influência dos efeitos dos produtos químicos que afetam a flora e fauna. Também escreveu vários documentos que não teve tempo de publicar em vida, mas deixou um legado a seus familiares e amigos, de viver respeitando o meio em que se vive.
Será lembrado por demonstrar que se pode ser um grande estudioso mesmo sem a oportunidade de realizar estudos formais em escolas regulares. Deixa enlutados a mulher, filhos, noras, netos e demais familiares.
Em 23 de abril, morreu o construtor civil aposentado Waldecir Nunes da Costa, aos 68 anos, em razão de problemas pulmonares. Nascido em Dilermando de Aguiar, morava havia mais de 50 anos em Santa Maria. Era pai de Marcelo e Valdir e avô de Gustavo, Victor, Elisandra e Erica.
Alegre e comunicativo, gostava da lida campeira, conforme conta o seu filho Marcelo Costa. Andar a cavalo, pescar e cuidar de sua horta eram suas atividades preferidas. Ele tinha uma chácara em São Vicente do Sul, onde nos últimos anos passou a maior parte dos seus dias, recorda o filho.


Especializado na área de economia, o jornalista Alberto Tamer morreu aos 81 anos por insuficiência cardíaca, ontem, em São Paulo. Há um mês ele estava internado no Instituo do Coração (Incor).
Durante o velório no Cemitério do Morumbi, familiares, amigos e colegas de profissão destacaram o legado de Tamer na luta por um jornalismo econômico acurado, claro e objetivo, de fácil acesso mesmo para pessoas pouco familiarizadas com o tema. Muitos também lembram da grande capacidade do profissional de usar variadas mídias sempre com didatismo.
Tamer trabalhou por mais de 50 anos no jornal O Estado de S. Paulo, onde foi editorialista, colunista e se destacou na cobertura de assuntos econômicos. Conforme informações do Portal dos Jornalistas, Tamer foi comentarista e apresentador nas rádios Jovem Pan e Eldorado e nas redes de TV SBT, Manchete e Bandeirantes.
Contemporâneo da trajetória do jornalista, o também colunista do jornal O Estado de S. Paulo Celso Ming lembra que Tamer foi um dos primeiros jornalistas multimídia, que trabalhou em jornal, rádio e TV:
- Ele conseguiu popularizar os conceitos econômicos para que as pessoas não fossem ludibriadas e ajudou a popularizar a economia para que elas pudessem se defender bem nesse campo.
O jornalista Carlos Alberto Sardemberg lembra que, mesmo se atendo sempre aos fatos, Alberto Tamer deu grande contribuição para a formação de opinião econômica, ao finalizar a notícia com comentários. O colega de profissão na área econômica também destacou o pioneirismo de Tamer na entrada da mídia eletrônica:
- A linguagem muda, é um público mais amplo, e ele fez isso de forma simples, sem vulgarizar a informação.
Louis Bazire, presidente do BNP Paribas no Brasil - banco que é cliente da assessoria de comunicação da família Tamer -, diz que, ao conhecer o jornalista, ficou também impressionado com a cultura dele:
- Conheci poucos homens com uma cultura literária francesa como a de Alberto Tamer.

Aos 66 anos, José Vieira de Macedo morreu em 18 abril, em Porto Alegre, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Nascido na Póvoa de Varzim, em Portugal, ainda criança mudou-se para Porto Alegre com os pais e sete irmãos mais novos. Por mais de 40 anos, Zé, como era chamado por todos, foi proprietário do antigo Bar 900, no viaduto da Avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre, onde conquistou muitas amizades. Conhecido também como Bar do Zé, o estabelecimento era um referencial de encontros e conversas para muitos nos anos 1970, 1980 e 1990.
Exercia seu trabalho com muito empenho e dedicação, dia e noite, para garantir o sustento do que ele mais estimava - a família. Apreciava o bom humor, a vontade de viver e o amor à família. Torcedor do Inter, gostava muito de futebol. Nos últimos anos, com a aposentadoria, seu lazer era cuidar do seu cachorrinho Lupi, ir para a casa da praia e preservar a amizade do patrício Antônio, amigo de viola, e também dos vizinhos, nas conversas diárias na Oficina do Sílvio, acompanhadas de um cafezinho.
Ele deixa, além da mulher, Clori, duas filhas, Márcia e Fabiana, que ele amava muito e tinha orgulho de ter oferecido uma boa educação e formação superior. Também deixa os genros, Antônio Ricardo e Luciano, e os netos Rodrigo, Natália e Arthur, bem como os irmãos Amélia, Zulmira, Isabel e Manuel. Amanhã , será realizada uma missa pelos 30 dias de falecimento e pela data em que estaria completando 67 anos. Será na Paróquia Santa Clara, em Porto Alegre, às 19h.

Natural de Porto Alegre, Sergio Leonardo Campos morreu em 13 de maio, aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Clara, na Capital, e foi vítima de um infarto após uma cirurgia na coluna. Filho de Oswaldo Santos Campos e Ilsa Leonardo Campos (já falecidos), nasceu no bairro Petrópolis e, durante a adolescência, mudou-se para o IAPI.
Esportista amador, jogou nos veteranos do São José, o Zequinha, e era também ciclista e gremista fervoroso. Trabalhou no Hospital Lazarotto como eletricista e se aposentou como agente de saúde do Ministério da Saúde. Segundo parentes, foi um grande cidadão, dedicado à família e aos amigos e era uma pessoa muito ativa, mesmo com as dificuldades de locomoção.
Sergio deixou a mulher, Marilia Jobim da Silva, companheira de 22 anos, o filho Sergio Luiz, nora, enteada, netos, bisnetos, irmãos, cunhadas, cunhado, sobrinhos e todos os membros das famílias Jobim, Leonardo e Campos. A missa de sétimo dia será celebrada amanhã, às 18h, na Igreja São João Batista, em Porto Alegre.
Morreu aos 70 anos, na quinta-feira, em Anápolis (GO), em razão de uma infecção generalizada, o músico e instrumentista Sidney Barros, conhecido como Mestre Gamela. Considerado o maior violonista brasileiro, desenvolveu por 10 anos o próprio método de ensino de violão solo, intitulado A Arte do Violão Solo. Ele iniciou vários artistas, como Cássia Eller, Zélia Duncan, Nelson Farias, Rosa Passos e Dado Villa-Lobos. Apaixonado por música, ele ainda dava aulas de violão.
Natural de Barretos, interior de São Paulo, começou a praticar violão aos 17 anos. Inspirado por artistas como Luís Bonfá e João Gilberto, aprendeu a tocar o instrumento sozinho. Tornou-se um exímio violonista e integrou orquestras em São José do Rio Preto (SP).
Mestre Gamela acompanhou alguns dos maiores intérpretes brasileiros, como Dalva de Oliveira, Maysa, Agostinho dos Santos, Ivon Cury, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves e Cauby Peixoto. Também se apresentou ao lado de instrumentistas como Baden Powell e Maurício Einhorn. Conforme familiares, teve de retirar o estômago e parte do intestino há 10 anos e, por isso, não se alimentava direito.
O velório foi acompanhado por familiares, amigos e alunos e o sepultamento ocorreu ontem, Cemitério São Miguel, em Anápolis, cidade em ele viveu por 30 anos. O músico deixa a mulher, duas filhas e um neto.

Será realizada amanhã, às 15h30min, na Igreja Santo Antônio, na Capital, a missa de sétimo dia em memória de Áurea Rosélia Chaves e Renato Chaves - mãe e filho vitimados em um dos acidentes que marcaram o violento fim de semana do Dia das Mães de 2013 nas estradas gaúchas. Áurea estava com 60 anos, e Renato, com 32 anos.
Moradores de Porto Alegre, na última sexta-feira retornavam de Rivera, no Uruguai, onde tinham ido comprar presentes para a família. Às 19h, na altura do km 485 da BR-158, em Rosário do Sul, o Sandero em que viajavam foi atingido de frente por um Palio que vinha no sentido oposto. O sepultamento ocorreu no domingo, no Cemitério João XXIII, na Capital.
A matriarca Áurea, pensionista, era muito alegre e dedicada aos irmãos, filhos, netos e demais familiares. Renato era analista de logística. A família estava sempre unida, fosse para torcer pelo Grêmio ou nos animados churrascos dos finais de semana.
Viúva de Clênio Chaves, Áurea deixa os filhos Leandro (condutor do Sandero, que segue hospitalizado devido às lesões do acidente) e Eduardo, o neto Davi (filho de Renato) e as netas Michelli, Isadora e Thaís. Além do filho, Renato deixa também a mulher, Glenda.

Natural de Porto Alegre e moradora da Zona Sul havia mais de 30 anos, Enedina Romeiro de Freitas morreu em 11 de maio, aos 90 anos. Segundo familiares, Leda, apelido pelo qual gostava de ser chamada, tinha muito zelo e dedicação com os familiares e pessoas com quem convivia. Estava sempre preocupada se os entes queridos estavam agasalhados ou se estavam levando uma sombrinha quando saíam.
Nos últimos anos, teve a companhia inseparável do único filho, Jorge, e do seu fiel escudeiro, o cachorro Negrinho. Vaidosa, gostava de passar creme no rosto e colocar perfume. Deixa saudade nos netos Aline e Jean, na nora, Leila, e no filho, Jorge, e também em todas aquelas pessoas que conviveram com ela. A missa de sétimo dia será realizada hoje, na Igreja do Pão dos Pobres, em Porto Alegre, às 18h30min.

Nascido em Veranópolis, quando o município se chamava Alfredo Chaves, o procurador aposentado do Estado Luiz Bolzoni morreu em 10 de maio, aos 80 anos. Caçula de uma família de 11 irmãos, foi criado em Bento Gonçalves e era filho do maestro Leone Bolzoni e de Pierina Basso Bolzoni. Durante a juventude, atuou no movimento estudantil, na Ação Imperial Patrianovista Brasileira, na Ala Moça do PTB e na Arena, do qual foi procurador regional e pelo qual concorreu a deputado estadual em 1974 e 1978. Foi ainda presidente do PSC no Estado na época da campanha para a eleição de Fernando Collor.
Formou-se bacharel em Direito pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e foi consultor jurídico do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Integrou o primeiro quadro da Consultoria-Geral do Estado (hoje Procuradoria-Geral do Estado) até 1988, quando aposentou-se. A aposentadoria nunca foi para ele sinônimo de inatividade, que graduou-se em Gemologia. Teve ainda uma longa carreira na Maçonaria, percorrendo todos os graus da Arte Real e presidido a Assembleia Legislativa Maçônica. Foi também rotariano e, até recentemente, presidente do Cantegril Clube, do qual foi aclamado presidente de honra.
Segundo familiares, era extremamente sociável, fazia amizades facilmente e tratava a todos como velhos conhecidos. Adorava cozinhar e ouvir elogios ao pernil assado das comemorações em família. Também era apreciador de música erudita, de vinhos, de livros e de boas discussões, sobretudo quando tinha razão.
Era casado com Ana Maria Baptista Bolzoni e deixou os filhos Fernando e Débora e os netos Vitória, Lucca e Henrique, além dos irmãos Jacira e Romeo e de numerosos sobrinhos. A missa de sétimo dia será celebrada hoje, às 18h, na Igreja Santa Cecília, em Porto Alegre.
O músico e ator Paulo de Tharso foi encontrado morto pelo pai na noite de terça-feira, no apartamento em que morava, na região central de São Paulo. A causa da morte está sendo investigada. Ele tinha 52 anos e era integrante havia 13 anos da companhia de teatro Cemitério de Automóveis.
Entre os espetáculos realizados com a companhia, estão Música para Ninar Dinossauros e Medusa de Ray Ban. Ele também estava no elenco de Borrasca, que entrou estreou na última sexta-feira, mas não havia entrado em cena, pois 10 atores se revezam nos dois únicos papeis da peça. Como músico, tocou nas bandas A Casa Caiu e Big Balls e tinha músicas compostas em parceria com vários artistas.
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