Obituário

Na manhã do dia 20, Adão Generino Medeiros morreu, aos 92 anos, no Hospital de Viamão. Natural de Tapes, nascido em 28 de setembro de 1919, Seu Adão - como era chamado - tinha como paixões a pescaria e a vida no campo.Colorado fervoroso, acompanhava os jogos do Inter sempre com o rádio ao pé do ouvido. Gostava muito de futebol, relembrando sempre a época em que jogava.
Homem culto e de muita sabedoria, ele caminhava e encontrava-se com os amigos, até seus últimos anos de vida, no centro de Viamão, cidade que adorava. Não abria mão de churrasco e de um bom papo com todos aqueles que o cercavam.
Deixa a mulher, Hedy, os filhos Naura, Vandira, Juçara e João Luiz, os netos Cláudia, Viviane e Francis, os irmãos Abel Affonso, Itamar e Carlos, além de seis bisnetos e inúmeros amigos e familiares que lamentam a sua morte.

Walber Pagnoncelli de Souza morreu na quarta-feira, aos 66 anos, vítima de uma parada cardiorespiratória.
Natural de Porto Alegre, ele sofria de esquizofrenia desde jovem. Morador do bairro Auxiliadora, vivia na casa dos pais, Tenack Wilson de Souza e Marcemina Pagnoncelli de Souza (já falecidos), com uma família que o cuidava.
Estudou até o 3º ano do Ensino Médio na Escola Dom João Becker, no bairro Iapi, em Porto Alegre. A família destaca que Walber era afável, carinhoso e bem quisto por todos.
Deixa dois irmãos, Ronald Pagnoncelli de Souza e Aloysio Pagnoncelli de Souza, e sobrinhos. Walber foi enterrado na quarta-feira, no Cemitério Ecumênico João XXIII, na Capital.

Morreu no dia 14, aos 66 anos, no Hospital Geral de Novo Hamburgo, José Davenir Mazotti, mais conhecido pelo apelido de "Galo Velho".
Natural de Mulada, distrito de Caxias do Sul, passou a maior parte de sua vida em São Francisco de Paula, e há poucos anos mudou-se para Novo Hamburgo, onde foi acometido por um infarto.
Filho de Adelino Mazotti e Dalila Galio Mazotti, era o primeiro de 11 irmãos.
Como bom descendente de italianos, adorava a boa mesa. Seu maior lazer era cozinhar. Destacou-se pela generosidade e pelo amor que tinha pela família. Segundo os familiares, Davenir era da época em que os negócios eram estabelecidos e garantidos pela palavra empregada, e por isso ele depositava uma confiança quase ingênua no ser humano. Trabalhou sempre no comércio, com açougue e minimercado, e seus últimos dias foram dedicados a uma floricultura, em Novo Hamburgo.
Por mais difícil que fosse a situação que enfrentava, Davenir sempre buscava uma postura otimista.
Ele deixa as filhas Jucélli e Josiane, a mulher Juracema e as netas Giovanna e Yasmim, além dos genros Geovane e Claudio.

O vereador Paulo Mário Zalewski (PTB) morreu no domingo, no hospital de Caridade de Santa Maria, aos 48 anos, vítima de câncer no pulmão.
Zalewski ocupava uma cadeira no legislativo municipal de Guarani das Missões e era líder da bancada e tesoureiro do PTB. Atuante e com vários projetos de sua autoria realizados, sempre desempenhou sua função com muita competência, dedicação e esmero.
Atuou em várias entidades sociais do município.
Foi secretário da Fazenda municipal (2006/2009) e presidente da Sociedade Cultural Guaraniense, além de tesoureiro do Prágua Parque Recreativo Aquático Guarani, vice-presidente da Braspol e membro do Rotary Club.
Pai de família exemplar, carinhoso, amigo e participativo, deixou a mulher, Maria Regina, duas filhas, Fernanda e Paula, familiares, amigos e companheiros políticos.
O velório ocorreu na segunda-feira, no salão paroquial da cidade, com grande presença da comunidade.
A missa de sétimo dia será hoje, às 19h, na Igreja Matriz Santa Teresa D'Avila de Guarani das Missões.

Army Theresa Oliva Della Giustina morreu no último dia 30 de abril, aos 96 anos, em Caxias do Sul. Filha de Francisco Oliva e de Antonieta Zatti Oliva, nasceu em 15 de outubro de 1915, em Caxias do Sul, cidade que muito apreciava e onde morou a maior parte de sua vida. Afastou-se apenas na década de 30, período em que foi estudante interna no Colégio Bom Conselho de Porto Alegre.
Em 1941, casou-se com Guido Della Giustina, vivendo com extremada dedicação até o falecimento de seu marido, ocorrido em 1990. Juntos, formaram um lar que lhes possibilitou educar de forma cristã seus cinco filhos, Vasco, Geni, Lia (falecida), Guido Tadeu e Maria de Lourdes, que os abençoaram com 10 netos e duas bisnetas.
A doce Army, como era conhecida, tinha um olhar de bondade para todos. Era admirada por sua simplicidade, delicadeza e generosidade. Nos últimos 22 anos, morou em frente à Igreja São Pelegrino e, ali de sua janela, alegrava-se em assistir a procissão de turistas que diariamente iam visitar a igreja e apreciar as famosas pinturas de Aldo Locatelli.
Também demonstrava sua alegria tricotando incontáveis casaquinhos que enviava a bebês necessitados. Ao entardecer, aguardava ansiosa a hora de ouvir a Ave Maria irradiada da igreja, para elevar suas preces em agradecimento a Deus.

Aos cem anos, João Francisco Pretto morreu na quarta-feira, no Hospital Santa Terezinha, em Encantado, município no qual nasceu, em 3 de dezembro de 1911, e viveu por toda sua vida.
Morador da localidade de Jacarezinho, foi o segundo filho do casal José Pretto Sobrinho e Narcisa Turatti. Teve como irmãos Carolina, Albino, Fausto, Quinto, Jorge, Rosa, Teresinha, Gema, Agenor e Lurdes.
Casou-se em 1º de fevereiro de 1936 com Rita Catharina de Conto Pretto, falecida em 2003, aos 91 anos. Tiveram 11 filhos - Inês Narcisa (falecida), Celina Maria, Zélia Ana, Elói Luiz, Raul Antônio, Odete Christina, Pedro Roque, Maria Ines, Luiz Antônio (falecido), Jaime José e Joanete Lúcia -, além de 22 netos e 14 bisnetos.
João Francisco foi um atuante líder comunitário. Com seu dinamismo e presteza, por várias vezes participou de diretorias de associações comunitárias, sendo presidente do Clube Recreativo Serrano e da Comunidade Católica São Carlos, de Jacarezinho/Encantado. Sempre marcou presença nos eventos sociais e religiosos da comunidade.
Familiares destacam que João Francisco foi um homem de muita saúde e com disposição para trabalhar, já que, com a família numerosa, precisava sustentar os filhos e dar-lhes educação. Cultivou milho, batata, feijão, trigo e, ao mesmo tempo, criava porcos. Além disso, plantou parreiras, colheu muita uva e fabricou vinho. João Francisco trabalhou por aproximadamente 28 anos (de 1946 até 1974) com açougue.
Pessoa alegre e divertida, sempre gostou de reunir a família e os amigos. Preenchia seu tempo com lazer, no futebol, nos bailes, nos jogos de canastra e bocha e nas suas viagens para a praia de Quintão. João Francisco esteve presente na família e na comunidade como exemplo de uma vida regada de bons princípios, de valores morais e religiosos, no trabalho, na fé e na caridade. Gostava de repetir suas frases preferidas: "A vida é bela, é bom viver" e "Todos os dias aprendemos coisas novas".
Seu funeral ocorreu no dia 17, na localidade de Jacarezinho, em Encantado.

Morreu no dia 13 de maio, de morte natural, aos 87 anos, no Hospital Conceição, em Porto Alegre, William Hart dos Santos.
Desde os anos 80, trabalhava com atividades sociais de ajuda aos necessitados com sua mulher, Nair Motta dos Santos (já falecida), na Associação Comunitária Vovó Nair, na Vila Jardim.
Participou ativamente da construção do Posto de Saúde Barão de Bagé, vinculado ao Grupo Hospitalar Conceição. Aposentou-se como gráfico com especialização em litografia, função que exerceu desde os seus 14 anos, e desde então desenvolveu os trabalhos sociais na sua comunidade.
Gremista fanático, frequentava, desde a sua juventude, o Estádio da Baixada e, mais tarde, o Estádio Olímpico. Morreu sem poder conhecer a nova Arena do Grêmio, o que queria muito. Na sua paixão pelo futebol, foi treinador, nos anos 70, do time de várzea Santos Futebol Clube da Vila Jardim.
William Hart dos Santos deixa dois filhos, Walter José dos Santos e Nara Regina dos Santos Correa, oito netos e três bisnetos.

Nascido em Santa Maria, Aurélio da Rocha Moraes morreu aos 68 anos, no dia 9 de maio, na Santa Casa de Porto Alegre, após rápida enfermidade.
Lelo, como era conhecido, era muito leal aos seus amigos, pai e sogro dedicado aos filhos Rafael, Marcelo e Márcia e às noras Ana Carolina e Adriana, e, especialmente, avô amoroso com os netos Maria Eduarda, Pietra e Raul.
Foi combativo militante da política estudantil na época da ditadura militar, tendo sido presidente da União Gaúcha de Estudantes Secundaristas. A mesma dedicação acompanhou sua vida profissional, atuando em vários órgãos de imprensa. Atualmente mantinha atividade em área comercial e de divulgação.
A família destaca que, ao longo de sua vida, uniu características de ética, carisma e capacidade afetiva sem limites. Tinha gosto pelas boas coisas da vida. Gostava de comer bem na companhia da família e de amigos e torcer pelo Grêmio, alegrando sempre as pessoas a sua volta.

Fundador da Henrique Stefani Transportadora e Logística, em 1954, uma das maiores empresas de transporte de combustíveis do Estado, o empresário Henrique Stefani morreu na manhã de ontem aos 91 anos.
O negócio que começou nos anos 1950 com quatro caminhões-tanque e sede em um galpão de madeira em Canoas se transformou em uma das maiores empresas do município - o grupo inclui também a Querodiesel e a rede de postos Latina. Pioneiro em transporte de combustíveis no país, o grupo Henrique Stefani tem atuação em cinco Estados (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia), além de Uruguai, Argentina e Chile.
Henrique Stefani é considerado um dos desbravadores do setor de transportes do Brasil, sempre dedicado à excelência de gestão e tecnologia focada na legislação ambiental e no treinamento de seus profissionais. O grupo também conta com equipamentos modernos e a experiência pioneira de seu diretor-presidente. O pioneirismo garantiu a implementação de constantes inovações, o que deu origem à construção de um dos mais sólidos grupos empresariais na área de transporte, de revenda e de distribuição de combustíveis do país.
Stefani deixa cinco filhos, sete netos e quatro bisnetos.
O velório foi realizado ontem, a partir do meio-dia, na capela 8 do cemitério São Vicente, de Canoas. O sepultamento ocorreu às 17h.

Mãe dedicada e profissional exemplar, Ema Lucia Cestari Basso morreu na terça-feira, aos 63 anos, em casa, na Capital. Depois de 25 anos no Grupo RBS, fazia cinco meses que Ema havia se aposentado após ter atuado como gerente-executiva do Núcleo de Apoio aos Sócios da empresa.
Nascida em Porto Alegre, em 1º de março de 1949, era a segunda das quatro filhas do casal Renato e Suely Cestari, ambos falecidos.
Casada há 41 anos com o administrador Josemar Basso, 65 anos, é lembrada, com carinho, por familiares e amigos, como uma pessoa dedicada, competente, ética, sensível e honesta. Valores que sempre buscou disseminar para os filhos, Simone Basso, 37 anos, e Ricardo Cestari Basso, 29 anos.
Aos amigos, falava com orgulho da profissão na "Família RBS". Profissional dedicada, atuou por muitos anos nos órgãos de governança da empresa.
- A Ema Lucia foi uma profissional extremamente competente e dedicada e que muito contribuiu para o processo de desenvolvimento do modelo de Governança Corporativa da RBS e também para a família Sirotsky. Sempre tratou a todos com imenso carinho e cuidado, era muito querida por todos nós - disse Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS.
Já na lembrança dos filhos, permanece a imagem de uma mãe amiga e organizada. Era ela quem, todos os sábados, na casa da família, no bairro Assunção, preparava um almoço especial. Em muitos desses encontros, cozinhava um dos seus pratos prediletos: o camarão à Newburg.
Formada em Administração de Empresas pela UFRGS, na década de 1970, gostava de ler e estudar. Tanto que realizou cursos de pós-graduação e mestrado na mesma instituição, posteriormente.
No entanto, agora, a maior diversão de dona Ema estava longe dos livros e da cozinha. Era brincar com o único neto, Guilherme Basso Niedersberg, cinco anos. Mesmo um tanto debilitada, brincava com o netinho de esconde-esconde, na sala de casa.
Nas férias, o momento mais esperado era aquele no qual viajava com a família. Um dos passeios mais inesquecíveis foi para o Ushuaia, na Argentina, há 12 anos. Foram 20 dias de viagem numa caminhonete. Levou, a tiracolo, o marido, os filhos e os sobrinhos. Inesquecível porque foi um momento no qual Ema relembrou os tempos no qual foi presidente da Federação Gaúcha de Bandeirantismo (espécie de "escotismo feminino"), na década de 1970. Como dominava algumas técnicas, naquela viagem (e, de certa forma, no dia a dia) divertiu-se ensinando a garotada a montar barracas, por exemplo, e, de quebra, disseminando o amor à natureza.
Ema Lucia deixa, além do marido, filhos e neto, as irmãs Maria Luiza Cestari, 65 anos, Ana Maria Cestari da Costa, 56 anos, e Maria Ângela Cestari, 50 anos, o genro Marcelo Coelho Niedersberg, 38 anos, e a nora Juliana Machado Andrade, 29 anos. Também ficam outros familiares e amigos queridos, que muito aprenderam com ela, um exemplo de mulher amorosa, sensível e generosa.

Sócia-proprietária da tradicional padaria Via Rimolo, no bairro porto-alegrense Azenha, Conceição Rimolo Galileo morreu no dia 16, na Capital. Estava com 69 anos.
Filha dos imigrantes italianos Rimolo Biagio e Giuseppina Sanzi Rimolo, fundadores da Padaria Triunfo em 1937, Conceição nasceu em Porto Alegre, em 27 de fevereiro de 1943. A infância e a adolescência foram vividas no estabelecimento da família, antes situado na Rua Barão do Triunfo. Hoje, rebatizada, a padaria funciona na Avenida Erico Verissimo, próxima ao antigo endereço.
Graduada em Direito pela PUCRS, Conceição trabalhou durante muitos anos no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs).
Descrita pelos familiares como uma "verdadeira mamma italiana", era casada havia quase cinco décadas com Alfredo Anunciato Galileo e teve dois filhos, Rosane, 47 anos, e Roger, 46 anos. Nos últimos tempos, acompanhou o marido na presidência do Centro Calabrese del Rio Grande do Sul, dedicando seu tempo à promoção da cultura calabresa.
Deixa, também, os irmãos João Carlos (João Padeiro), Carmelita e Clara e três netos - Bruno, 19 anos, Taís, 16 anos, e Guilherme, 15 anos. A missa de sétimo dia ocorrerá hoje, às 19h, na Igreja Nossa Senhora de Pompeia, em Porto Alegre.

O aposentado Fernando Moreno Martins de Menezes morreu no sábado, em sua casa, na Capital, aos 66 anos.
Muito popular, foi sempre um grande ícone entre os seus vizinhos. Como tinha bastante amigos, era apelidado de "futuro deputado". Conhecia um pouco de todas as pessoas, desde os familiares de sua cidade natal, Arroio dos Ratos, até o dono da padaria de Imbé, onde construiu uma casa para sua família e amigos.
Os familiares destacam que seu grande coração não tinha fronteiras, e que jamais precisou de calendário para lembrar o aniversário de seus amigos. Gostava de presenteá-los com potes de pimenta, amêndoas e vinho, que trazia dos lugares que visitava.
Grande companheiro e pai, sempre priorizou o bem dos outros.
A missa de sétimo dia será no sábado às 16h, na Igreja Santa Terezinha, em Porto Alegre.

A escritora americana de livros infantis Jean Craighead George morreu na terça-feira, aos 92 anos, em Nova York. Autora de mais de cem obras de ficção e não-ficção, vendeu milhões de cópias.
George era conhecida pelos livros Minha Montanha Encantada (1959), que teve adaptação para o cinema em 1969, e Julie dos Lobos (1972), com o qual recebeu a Medalha Newbery em 1973, considerado o Pulitzer da literatura infantil. Nascida em Washington, nos EUA, era filha de um entomologista, que estudava os insetos no seu hábitat, e sempre levava a família para viagens pelas florestas americanas. Formada em Inglês e Ciências pela Universidade da Pensilvânia, trabalhou como repórter do International News Service e do Washington Post. Em 1944, casou-se com o ornitólogo John George. Os dois chegaram a ter 173 animais de estimação.
A escritora deixa irmão e três filhos. Como disse para o New York Times em 2003, os prêmios mais valiosos que recebeu foram as cartas dos seus leitores:
- Crianças vão sempre escrever: "Nós amamos os seus livros porque não tem nenhum adulto neles".

A cantora Warda Al-Jazairia, reverenciada por sua voz potente e suas canções de amor, morreu na quinta-feira, vítima de um ataque cardíaco, no Cairo. Estava com 72 anos.
Nascida na França, filha de pai argelino e mãe libanesa, a cantora, cujo nome verdadeiro é Warda Ftouki, começou sua carreira aos 15 anos em um estabelecimento de seu pai, em Paris.
Fazia covers de cantores egípcios como Umm Koulsoum, Mohamed Abdelwahab e Abdel Halim Hafez, antes de interpretar canções compostas para ela por Sadeq Thuraya, seu mentor tunisiano.
Conhecida no mundo árabe por suas músicas patrióticas durante a guerra na Argélia, Warda começou a trabalhar no Egito, onde colaborou com grandes nomes musicais. Após a independência da Argélia, retornou ao país e se casou em 1962.
Dez anos depois, mudou-se para o Egito, onde cantou algumas de suas canções mais populares em filmes e peças teatrais.
Atingiu o auge de sua carreira depois de conhecer Baligh Hamdi, compositor renomado que se tornou seu marido. Com mais de 300 canções, vendeu dezenas de milhões de álbuns.

O embalo da música pop perdeu ontem um de seus principais nomes.
O músico Robin Gibb, do Bee Gees, morreu aos 62 anos, após longa batalha contra o câncer. Ele estava hospitalizado há mais de um mês em Londres, depois de sofrer uma pneumonia.
Há dois anos, ele enfrentava câncer de cólon e fígado. Chegou a anunciar "recuperação espetacular", mas um tumor secundário se desenvolveu recentemente. No ano passado, os shows que o ex-Bee Gees faria no Brasil foram cancelados. Robin se apresentaria na Capital em abril de 2011. Uma avaliação médica, porém, o aconselhou a não sair da Inglaterra.
Nascido em Londres, em 22 de dezembro de 1949, ele formou, com seus irmãos Maurice (gêmeo) e Barry, na Austrália, no final dos anos 50, o Bee Gees, um dos grupos mais populares dos anos 70 e 80. O auge do trio, que revolucionou a música disco, foi com o filme Os Embalos de Sábado à Noite (1977), do qual foi autor da trilha, com temas como Stayin' Alive e Night Fever.
Colin Petersen e Vince Melouney se juntaram à banda entre 1966 e 1967 e saíram em 1969. Naquele ano, Robin tentou seguir uma carreira solo e emplacou a música Saved by the Bell em segundo lugar nas paradas britânicas. No período, Barry e Maurice continuaram como dueto. Em 1970, o trio se reuniu definitivamente.
Em 1988, o irmão mais novo dos três, Andy Gibb, morreu do coração aos 30 anos, e a banda se aposentou, retornando em 1989. Em 1997, os Bee Gees foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame e continuaram trabalhando e fazendo turnês ocasionais até 2003, quando Maurice morreu de parada cardíaca.
O trio

A três-maiense Bojena Marieta Portz Cereser morreu no dia 5 de abril, no Hospital São Vicente de Paulo, em Três de Maio, aos 78 anos, após ter lutado contra um câncer. Filha de Rosalina Dreher Portz e Felipe Anibaldo Portz, nasceu em Ivagací, na época município de Palmeira das Missões.
Em 2000, recebeu o título de cidadã três-maiense concedido pela Câmara de Vereadores.
Em sua formação escolar, foi aluna do Colégio Dom Hermeto, de Três de Maio, fazendo parte da 1ª Turma do Ginásio no ano de 1949.
Em 6 de junho de 1953, casou-se com Nelson Melchiades Cereser, dedicando-se a partir de então às atividades comerciais iniciadas pelo marido. A família foi sendo construída com o nascimento dos sete filhos - Luís Fernando, Rosa Maria, Teresinha, Heloísa, Mirian Genoveva, Antônio Felipe e Nelson Eduardo (falecido). Vieram, também, os genros e noras - Vilson, Ingo, Worni, Marilene, Maristela - e os 10 netos - Laura, Vilson Júnior, Eduardo, Gustavo, Ingo Júnior, Fernando, Gabriela, Henrique, Maria Antônia, Isabela, os quais lhe deram alegria, carinho, orgulho e o exercício de ser uma avó muito doce.
Além das atividades no comércio, conciliou o papel de ser uma mulher, filha, irmã, mãe e avó dedicada, e, de forma voluntária, serviu a comunidade, sobretudo auxiliando nos serviços da Igreja. Foi co-fundadora da Pastoral da Saúde, da qual foi membro por 38 anos e coordenadora por 25 anos. Trabalhou pela causa vocacional, sendo zeladora da Associação Antoniana por mais de 50 anos. Habilidosa, deixou lindas obras de arte, sendo destaques as telas pintadas.
Bojena acreditava na dignidade e no potencial daqueles que amava, externando com alegria o orgulho da família que havia formado. Sua gratidão a Deus era indescritível. Nos momentos difíceis e dolorosos de sua vida, sobretudo com a perda do filho Nelson Eduardo, jamais manifestou revolta e questionamento. Ao contrário, confiava e acreditava no novo dia.
Sensível e amável, tornou-se uma mãe para muitos que passaram em seu caminho. Para muitos, deixou um conselho, um reconhecimento, um conforto, um incentivo, uma motivação, um agradecimento ou fez uma prece, pois era próprio dela gerar felicidade, ser ponte e articuladora da paz.

Francisco Nilson Rodrigues de Azevedo morreu no dia 11, em Porto Alegre, aos 76 anos. A causa da morte foi aterosclerose, doença do coração. Irmão mais novo de uma família de oito irmãos, casou-se com Elsa Vidal de Azevedo, com quem teve três filhos, Silvânia, Eliana e Gelson. Teve cinco netos.
Trabalhou 35 anos na antiga CRT. Havia oito anos trabalhava na cantina Lola Lanches, na qual era sócio com uma de suas filhas. Morou 13 anos em Cidreira e lá fez muitos amigos. Pessoa muito querida por todos, era gremista fanático e apaixonado pelos animais.
A missa de sétimo dia será na Igreja São Francisco de Assis, na Capital, no dia 18, às 19h.

Ireno Carlos Bohn morreu na terça-feira, no Hospital Bruno Born, em Lajeado. Ele nasceu no dia 28 de agosto de 1938, filho de Jacob e Olga Maria Bohn. Era o sexto filho de oito irmãos.
Muito jovem, em 1951, foi para o Seminário, onde concluiu os estudos Ginasial e Médio. Cursou alguns semestres de Teologia em Viamão.
Retornou a Mato Leitão em 1963, quando ingressou na Empresa Finomate, no setor de contabilidade e gerência (empresa fundada pelo seu pai, Jacob Bohn, e o tio João Bohn).
Em 9 de janeiro de 1965, casou-se com a professora Imelda Hedi Bohn, com quem teve cinco filhos: Julio (empresário), Jone (veterinário), Jussara (médica), Jader (Engenheiro Civil) e Jaime (radiologista). Teve quatro netos.
Enquanto ajudava na administração da Finomate, que chegou a ser terceira maior empresa de Venâncio Aires, revelou-se um grande líder comunitário, de fácil comunicação.
Passou a ser referência para a comunidade de Mato Leitão e envolveu-se em inúmeras frentes comunitárias: diretoria da Comunidade Católica, comissão do cemitério católico em 1974, conselho da diretoria até 1984, quando foi eleito presidente, cargo que ocupou ainda em 1996 e 2002. Após, envolveu-se em questões pastorais, assumindo como ministro.
Foi presidente da Associação de Pais e Mestres do Colégio Estadual Poncho Verde, Presidente da Comissão da Água, Comissão de Telefone, Associação Pró-Desenvolvimento de Mato Leitao, Associação de Desenvolvimento do Distrito de Mato Leitão (Adedimat), e mais tarde ocupou o cargo de vice-presidente da Comissão de Emancipação.
Como político, defendeu as cores da Arena, hoje Partido Progressista, sempre fiel ao mesmo partido ao longo de quase cinco décadas.
Foi vereador de Venâncio Aires por dois mandatos e presidente da Câmara de Veredores em 1976 e 1981, sem remuneração. Na época, representava o 4º Distrito de Vila Mato Leitão.
Criado em Mato Leitão, foi fundador do PP na cidade. Elegeu-se vereador, cumprindo mandato de 2001 a 2004, e voltou a ocupar a presidência da Câmara de Vereadores em 2002.
Foi presidente do PP de Mato Leitão durante muitos anos, sendo atualmente o presidente de honra do partido.
O último cargo público foi no segundo mandato de João Wildner e Carmen Goerck, como assessor de gabinete no período de 2006 e 2007. Em março afastou-se para tratamento de saúde. Nunca deixou de se interessar pela política ou pela vida da comunidade.
Mesmo durante a enfermidade, inclusive quando internado no hospital, era conselheiro do Partido Progressista, dando importante contribuições.
O enterro foi na quarta-feira, às 10h, no Cemitério Católico, na sede de Mato Leitão. Uma missa em sua homenagem será realizada no dia 26, na Igreja Matriz Santa Inês, às 19h.

Wannyr Schumacher Busellato morreu na quarta-feira, em Caxias do Sul, aos 85 anos, de morte natural. Ela sofria de Mal de Alzheimer havia cerca de 12 anos e estava em um clínica geriátrica.
Nascida em Caxias do Sul, na localidade de Ana Rech, em 18 de dezembro de 1926, era filha de Balduino e Eulália Schumacher.
Tinha mais cinco irmãos: Wanda, 87 anos, Wolney, Jorge, Ivo e Sérgio, já falecidos.
Wannyr foi professora primária por 33 anos, lecionando a maior parte do tempo na Escola Estadual Henrique Emílio Meyer. Ela estava aposentada desde 1979. Muito dedicada à família, tratava todos com gentileza e simpatia. Adorava crianças, flores e gatos. Cozinhava muito bem e fazia sobremesas deliciosas.
Casada havia 49 anos com Waldyr Busellato, 83 anos, teve dois filhos: Simone Busellato Viecelli e Rogério Busellato. Wannyr deixa também o genro Jackson, a nora Fernanda e os netos Arthur, sete anos, Gabriel, quatro anos, e Luiza, cinco anos.
Para a família, ela foi um exemplo de bondade, generosidade, dedicação, alegria e otimismo. A missa de sétimo dia será realizada na Catedral Diocesana na terça-feira, dia 22, às 19h.

O barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, considerado um dos maiores cantores líricos do século passado, morreu ontem, informou sua mulher, Julia Varady, à agência de notícias alemã DPA.
Ocantor e maestro, que interrompeu sua carreira em 1992 e completaria 87 anos, é lembrado por suas interpretações de Viagem de Inverno, um ciclo de Lierder de Franz Schubert, embora também tenha deixado gravado um impressionante repertório de ópera.Um dos pontos mais importantes de sua carreira foi sua participação em War Requiem, principal trabalho do britânico Benjamin Britten, apresentado na inauguração da nova catedral de Coventry, em 1962.
O maior cantor lírico do século 20 estabeleceu novos padrões e influenciou toda uma geração. Por ocasião dos seus 80 anos, em 2005, o jornal britânico The Guardian publicou um perfil sobre sua extraordinária carreira. Nele, o barítono não escondia sua decepção por estar chegando aos 80.
- É o começo do episódio final. Eu gostaria de poder ignorá-lo - disse.
Na época, ele já estava há mais de 12 anos fora do centro das atenções dos palcos. Para marcar seu aniversário em 28 de maio, houve cerimônias e premiações, uma nova biografia pictórica por Hans Neunzig; grandes seleções do seu enorme legado foram reeditadas e o próprio cantor deu uma série de entrevistas em sua casa de Berlim, onde viveu por mais de meio século.
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