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Multinacional do crime18/12/2013 | 08h34

Quadrilha desarticulada pela polícia participava de diversos ramos criminosos

Organizado em uma espécie de consórcio, bando desarticulado ontem era especializado em roubo e clonagem de veículos, tráfico de drogas e de armamento pesado e assaltos a bancos na serra gaúcha

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Quadrilha desarticulada pela polícia participava de diversos ramos criminosos Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico detiveram os principais líderes em casa, nas primeiras horas da manhã Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Após dois anos de investigações, a Polícia Civil conseguiu desarticular uma quadrilha que agia em pelo menos 19 cidades do Rio Grande do Sul. Responsáveis por traficar armas e drogas em quase todas as regiões do Estado, os criminosos chegavam a movimentar R$ 2 milhões em um mês.

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Oritual do bando, de comprar drogas no Paraguai e armas no Uruguai, não é novidade, mas a distribuição dos bandidos e o alcance da quadrilha chamaram a atenção da polícia.

– Atingimos o primeiro e o segundo escalões do bando. Acreditamos ter dado um duro golpe numa cadeia de crimes – afirma o delegado Mário Souza, da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN) do Departamento Estadual de Investigaçõs do Narcotráfico (Denarc).

A Operação Expansão, realizada na manhã de ontem, conseguiu prender 42 pessoas, ao longo da investigação outras 14 já haviam sido presas. Nesse período, segundo Souza, o grupo criminoso teria participado do assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã, na serra gaúcha, no final de dezembro do ano passado, quando três bandidos acabaram morrendo em confronto com a Brigada Militar.

 
Arte ZH, Reprodução

O mesmo bando ainda teria participado do assalto a agências do Banrisul e do Sicredi em Pedras Altas, na Região Sul, realizado em abril deste ano, além de tentar sequestrar um empresário em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. Considerado um grupo grande, a quadrilha contava com pelo menos 11 líderes, que negociavam as ações criminosas. De acordo com a investigação, o grupo mantinha contatos com organizações criminosas de fora do Estado.

Segundo apontou a investigação, os bandidos clonavam carros que, por meio de uma duas revendas no Vale do Sinos, eram trocados por drogas no Paraguai. Com o dinheiro adquirido no tráfico de entorpecentes, eles compravam armas pesadas no Uruguai (fuzis, rifles e pistolas) e distribuíam para os integrantes da quadrilha no Estado, ou ainda, alugavam e revendiam para outros bandos.

– A especialização dos líderes, que respondiam ou pelas armas, ou pelas drogas, ou ainda pela contabilidade, demonstra a organização de uma grande rede de crimes, alimentados, de uma forma ou de outra, pelo tráfico – define o delegado Heliomar Franco, diretor do Denarc.

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