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Tragédia em Santa Maria07/03/2013 | 01h53

Vice-prefeito diz que interdição da Kiss dependia dos bombeiros

Em depoimento com poucas novidades, José Farret nega responsabilidade da prefeitura no incêndio

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Mantido em sigilo pelos investigadores, o depoimento do vice-prefeito de Santa Maria, José Farret — ao qual Diário de Santa Maria e Zero Hora tiveram acesso — não traz muitas novidades sobre as responsabilidades pela tragédia.

Na declaração, Farret exime a prefeitura da responsabilidade de interditar ou não a boate Kiss. Ele afirma que "embora o alvará dos bombeiros seja um dos documentos exigidos para a expedição do alvará de localização, no caso de seu vencimento não é facultada à prefeitura a interdição do local". Farret disse à polícia que esta determinação depende "daqueles profissionais", referindo-se aos bombeiros.

>>> Leia mais: Funcionário de boate conta detalhes da colocação da espuma para abafar o som

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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