Os dias de angústia e apreensão que a família de Delvani Brondani Rosso, 20 anos, vivia desde o dia 27 de janeiro acabaram, finalmente. O jovem, nascido em Rosário do Sul, mas que mora em Manoel Viana, na Fronteira Oeste, era o último internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre, e recebeu alta na sexta-feira à tarde.
O tempo a mais de espera pela volta à rotina foi necessário porque Delvani precisou fazer enxerto de pele, tratamento recomendado às queimaduras sofridas no incêndio da boate Kiss.
Ele teve 50% do corpo queimado, principalmente braços e pernas, mas as cicatrizes e o processo de recuperação, agora, em casa, devem dar um ânimo ao jovem. Delvani ainda não poderá receber visitas e no próximo dia 27 voltará ao hospital para que sua situação seja avaliada. Mesmo assim, para o pai José Luiz Rosso, 54 anos, o momento é de muita felicidade para a família.
- Ele está bem, graças a Deus. Estamos muito felizes. É como se ele nascesse de novo - conta Rosso, emocionado.
Ele foi buscar o filho e a mulher Eliane Bronani Rosso, 50 anos, ontem, na Capital, para que a família possa ficar junta em Rosário do Sul, onde a irmã mais nova de Delvani está estudando. Eliane estava em Porto Alegre desde o dia 11 de fevereiro, quando Delvani precisou ser transferido para o HPS, levado por um avião da Brigada Militar.
Rossa conta que o filho pretende concluir o Técnico Agrícola que cursa no campus do Instituto Federal Farroupilha de Alegrete. E, depois, o jovem pretende fazer faculdade de agronomia.
OS HOSPITALIZADOS
Santa Maria
Hospital de Caridade (1)
- Joel Berwanger
Porto Alegre
Hospital de Clínicas (6)
- Mariana Wallau Vielmo
- Cristina Peiter
- Marcos Belinazzo Tomazeti
- Kelen Giovana Leite Ferreira
- Renata Pase Ravanello
- Gabriele Stringari
Hospital Mãe de Deus (2)
- Ritchiele Pedroso Lucas
- Juciane Bonella
Recebeu alta
Hospital de Pronto-Socorro
- Delvani Brondani Rosso.
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VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:








