Famílias destruídas16/03/2013 | 16h55Atualizada em 16/03/2013 | 16h56
Tragédia na BR-282 foi a terceira com mortes de familiares só em 2013 na Serra
Em 9 de janeiro foram quatro pessoas, em 8 de fevereiro duas e, na última sexta-feira, mais quatro

Antônio Sérgio e a mulher, Maria Aparecida, estão entre as dez vítimas. Os dois morreram queimados
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ÁLBUM DE FAMÍLIA / Arquivo Pessoal
O acidente ocorrido na noite de sexta-feira, na BR-282, na Serra Catarinense, e que resultou na morte de cinco pessoas, sendo quatro da mesma família, foi o terceiro só neste ano com fim ainda mais cruel para os parentes das vítimas. As três tragédias foram na mesma rodovia e na mesma região, e ficaram marcadas pelas mortes de pessoas com laços familiares.
A primeira ocorreu na manhã de 9 de janeiro, em Lages. Na ocasião, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Miria Regina Dutra, de 43 anos, teria colidido o Peugeot que dirigia na traseira de um Celta, durante tentativa de ultrapassagem. Os dois veículos saíram da pista, mas o Peugeot despencou de uma ponte.
O motorista do Celta, de Lages, nada sofreu, mas Miria, a irmã Leila Lúcia Dutra, de 36 anos; a filha Dayane Dutra Machado, 24; e a sobrinha Letícia Dutra, de 10 anos, morreram na hora. Moradoras da cidade de Anita Garibaldi, na Serra, elas voltavam de férias no Litoral quando sofreram o acidente fatal.
A segunda tragédia envolvendo familiares ocorreu na noite de 8 de fevereiro, em Bocaina do Sul. A professora universitária Maria Aparecida Gomes, de 58 anos, e o marido Antônio Sérgio Gomes, de 62, morreram queimados depois que o carro deles, um Peugeot, bateu de frente com um Focus de Caxias do Sul (RS) em cima de uma ponte.
Os dois veículos pegaram fogo. Um casal que ocupava o veículo gaúcho conseguiu escapar com queimaduras, mas Maria e Antônio, que eram de Lages, ficaram carbonizados.
A tragédia mais recente com pessoas da mesma família foi a de sexta-feira, também em Bocaina do Sul. Adão Elbio Ribeiro, de 37 anos; a mulher Calani Holler Ribeiro, 34; o pai Benevenuto Neves Ribeiro, 75; e a mãe Maria Eliza da Rosa Ribeiro, 84, morreram depois que o Peugeot em que estavam, com placas de Braço do Trombudo, foi atingido por um Honda Civic de Florianópolis, conduzido por Geovani Bonzan, de 32 anos e que, segundo a PRF, teria invadido a pista contrária ao contornar uma curva.
Os quatro ocupantes do Peugeot morreram na hora. Um bebê de três meses, filho de Adão e Calani e neto de Benevenuto e Maria, foi o único sobrevivente e está internado na UTI do Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages. O motorista do Honda Civic chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, também em Lages, mas não resistiu e morreu na manhã deste sábado.