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Tragédia em Santa Maria19/03/2013 | 12h06

Sócios da Kiss e músicos conversam na Penitenciária Estadual de Santa Maria

Contato ocorreria nos corredores da cadeia

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Os dois sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann, presos preventivamente na Penitenciária Estadual de Santa Maria, conversam dentro da cadeia.

Segundo o advogado de Kiko, Jader Marques, seu cliente também fala com os integrantes da banda Gurizada Fandangueira que estão presos no local. Conforme o defensor, as conversas de Kiko com Mauro teriam ocorrido durante as passagens deles pelo corredor em frente às celas em que estão recolhidos. Ambos ocupam celas de isolamento no módulo 2 da penitenciária e uma fica a poucos metros da outra. As informações trocadas teriam se limitado a informações sobre o bem estar deles, afirma Jader.

Ainda de acordo com o advogado, Kiko também teve contato com o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, e com o produtor do grupo, Luciano Bonilha Leão, que dividem uma cela no mesmo módulo dos sócios da Kiss.

Nas conversas, Kiko e os integrantes da banda teriam falado sobre a suposta permissão para uso de artefatos pirotécnicos nos shows realizados na casa noturna.

Os quatro continuam mantendo rotinas diferentes dos demais apenados, como horário de pátio — eles têm 20 minutos, três dias por semana separados um do outro — e alimentação separada dos outros presos. As medidas seriam de segurança para os quatro.

A prisão preventiva decretada pela Justiça é por tempo indeterminado, ou seja, existe a possibilidade deles permanecerem presos até o julgamento.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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