Um dos sócios da boate Kiss, Mauro Hoffmann, o Maurinho, prestará esclarecimentos à Brigada Militar na tarde desta quarta-feira. Ele falará aos coordenadores do Inquérito Policial Militar (IPM) aberto pela corporação para investigar possíveis irregularidades na fiscalização e na concessão de alvarás pelo Corpo de Bombeiros. O IPM investiga ainda se o procedimento adotado pelos bombeiros durante o resgate às vítimas da tragédia colocou em risco a vida de civis que ajudaram no salvamento.
Segundo o presidente do IPM, o coronel Flávio da Silva Lopes, ainda não se sabe qual a ordem dos depoimentos, mas a intenção é ouvir todos hoje
O inquérito tem prazo até sábado, mas pode ser prorrogado por mais 20 dias. Estão sendo ouvidos os bombeiros que atuaram no resgate das vítimas e os profissionais da Seção de Prevenção a Incêndio responsáveis por fazer as vistorias no local. Os policiais encarregados pelo IPM também estão analisando documentos referentes à boate e aguardam os laudos das perícias do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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