O inquérito sobre a investigação das 241 mortes na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, foi transportado pela Polícia Civil, no início da madrugada desta sexta-feira, da 1ª Delegacia para a sede da Delegacia Regional.
Os vários volumes de documentos foram levados por policiais civis e pelo delegado Marcelo Arigony nos bancos e no porta-malas de um Focus. A operação durou pouco mais de 20 minutos.
Nesta sexta-feira, por volta das 14h, um comboio composto por três viaturas sairá da Delegacia Regional para levar os 52 volumes do relatório final até o Fórum de Santa Maria.
Depois da entrega do inquérito na 1ª Vara Criminal, a equipe segue para o anfiteatro Flávio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais, no campus da Universidade Federal de Santa Maria. No local, haverá uma coletiva de imprensa para o relato dos indiciados e as conclusões da investigação.
Na quinta-feira, pelo menos 50 pessoas pararam em frente à boate Kiss durante a tarde, na Rua dos Andradas, no centro de Santa Maria. Em frente ao local, as inúmeras mensagens fixadas nos tapumes colocados em frente à fachada do prédio provocavam uma reflexão sobre a vida e as responsabilidades pela maior tragédia do Estado.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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