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Tragédia em Santa Maria19/03/2013 | 00h41

Polícia investiga se prefeitura foi invadida na madrugada seguinte ao incêndio na boate Kiss

Arquivos de computadores do Executivo podem ter sido apagados por uma pessoa que teria entrado no prédio

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Um fato novo e ainda não investigado até o final ganhou destaque nas apurações sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria.

A Polícia Civil pediu as imagens das câmeras de vigilância do prédio da Sociedade União de Caixeiros Viajantes (SUCV) para apurar se procede a denúncia de que uma pessoa teria entrado no prédio na noite seguinte à tragédia para, supostamente, apagar arquivos de computadores da prefeitura. No prédio está instalado o gabinete do prefeito Cezar Schirmer.

As imagens já foram encaminhadas à polícia pela prefeitura na quarta-feira, dia 13. Conforme o delegado Marcelo Arigony, que coordena as investigações do incêndio que deixou 241 mortos e dezenas de feridos, a polícia recebeu, logo após a tragédia, a denúncia de que alguém teria ido na prefeitura e retirado documentos — em papel ou HDs de computadores.

Um homem ligado a uma empresa de manutenção de computadores foi apontado, pelo denunciante, como quem teria entrado no local de madrugada e feito uma limpeza nos arquivos da prefeitura. O profissional foi chamado pela polícia para prestar esclarecimentos e negou que tivesse ido ao local e feito o trabalho.

Há quatro dias, a polícia recebeu outra pista: câmeras da prefeitura poderiam ter gravado alguém mexendo em papéis do município. As imagens foram repassadas à equipe coordenada pelo delegado Arigony. Até as 21h de ontem, porém, nenhum policial havia analisado o vídeo, que já está em poder da polícia há cinco dias.

O secretário de Comunicação e Relações de Governo, Giovani Mânica, disse que disponibilizou as imagens à polícia sem ver o conteúdo gravado. Também informou que, já que a polícia está investigando o caso, não há planos de abrir uma sindicância interna para apurar o que houve naquela madrugada. Além das imagens, o secretário garante que os guardas de plantão naquela noite estão à disposição da investigação policial.

— Não sei se alguém entrou na prefeitura na madrugada de domingo (de 27 para 28 de janeiro, um dia após o incêndio na boate), muito menos quem seria. Mas estamos auxiliando a polícia para saber se isso ocorreu — disse o Mânica.

Em site especial, confira todas as notícias sobre a tragédia

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 
Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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