Com a intenção de chegar ao número mais aproximado possível de pessoas que estavam na Kiss, na madrugada de 27 de janeiro, a Polícia Civil pede a colaboração dos sobreviventes. Algumas vítimas ainda não fizeram contato com a polícia.
Por isso, os delegados responsáveis pela investigação pedem que estes frequentadores procurem a polícia ou preencham o formulário online pelo endereço insidesi.com.br/santamaria, criado para cadastrar os frequentadores que estavam no local no dia do incêndio.
Conforme o delegado Marcelo Arigony, até esta quarta-feira, 291 pessoas haviam preenchido o formulário e apontaram outros frequentadores, totalizando cerca de 500 nomes. No entanto, muitos destes sobreviventes ainda não procuraram a Polícia Civil. Além do site na internet, as pessoas podem procurar a 1ª Delegacia de Polícia Civil, em Santa Maria, ou qualquer outra delegacia da região.
Arigony explica que esse contato é importante para que a investigação chegue ao número mais aproximado possível de pessoas que estavam na danceteria na noite da tragédia, que resultou na morte de 241 pessoas.
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:












