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Tragédia em Santa Maria21/03/2013 | 13h31Atualizada em 21/03/2013 | 13h39

Para chefe da Polícia Civil, depoimento de ex-secretário de Schirmer não tem importância nessa fase da investigação

Cezar Busatto deve prestar esclarecimentos sobre denúncia de que teria ido até a prefeitura de Santa Maria, após a tragédia, para buscar documentos

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Patric Chagas, Especial

O chefe da Polícia Civil gaúcha, Ranolfo Vieira Júnior, afirmou que o depoimento do secretário de governança de Porto Alegre, Cezar Busatto, não tem importância para a conclusão do inquérito que investiga o incêndio na boate Kiss. Busatto deve prestar esclarecimentos nesta sexta-feira sobre o suposto desaparecimento de documentos da prefeitura de Santa Maria após a tragédia.

Em conversa com a imprensa na manhã desta quinta-feira, o chefe de Polícia explicou que Busatto foi citado e por isso existe a necessidade de ouvi-lo. No entanto, o delegado ressaltou que, neste momento, a Polícia Civil está investigando as causas e as responsabilidades do incêndio que vitimou 241 pessoas. Por isso, o depoimento de Busatto não tem nenhum implicativo para o desdobramento do inquérito.

-  Isso (sumiço de documentos) não tem uma relação direta com a causa do incêndio na boate Kiss. A conclusão do inquérito, que será divulgada amanhã (sexta-feira), é referente ao incêndio. As outras questões poderão, se for o caso, ser apuradas em outro momento - explica Ranolfo.

Conforme a Polícia Civil, testemunhas teriam visto Busatto, que é ex-secretário municipal de Santa Maria e amigo pessoal do prefeito Cezar Schirmer, no prédio. Busatto confirmou a Zero Hora que foi chamado pela Polícia Civil, mas nega que tenha ido ao prédio.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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