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Tragédia em Santa Maria04/03/2013 | 20h33Atualizada em 04/03/2013 | 21h04

Nomes para CPI sobre o incêndio na boate Kiss já são conhecidos

Investigação política da tragédia que matou 240 pessoas começa a ganhar corpo

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No final da tarde desta segunda-feira, as bancadas de sustentação do governo Cezar Schirmer (PMDB) indicaram os nomes para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar eventuais falhas e omissões que possam ter contribuído para o incêndio da boate Kiss, que vitimou 240 pessoas.

O DEM e o PMDB escolheram o nome da vereadora peemedebista Maria de Lourdes Castro.

O PP apontou Sandra Rebelato, entretanto, ela já havia garantido participação na CPI por ter apresentado requerimento de abertura da comissão no dia 26 de fevereiro - um dia antes de o vereador Werner Rempel (PPL) ter protocolado requerimento semelhante. 

O PTB, que na última quinta-feira havia sinalizado que não indicaria nome para a CPI, também optou por Sandra. O PDT, de Marcelo Bisogno, e o PSD, de Marion Mortari, este último da oposição, decidiram por indicar o nome do governista Manoel Badke (DEM).

As legendas da bancada da oposição - PT, PPL e PSDB - mantiveram a posição de não indicar vereadores para a CPI, que ainda terá de definir os nomes daqueles que ocuparão a presidência, vice-presidência e a relatoria da comissão.

Após isso, o procurador-jurídico do Legislativo, Robson Zinn, explica que a CPI terá de estabelecer um cronograma das atividades previstas (entre as quais há a possibilidade de audiência pública).

Os trabalhos terão duração de 90 dias podendo ser prorrogados por mais 30 dias.

Depois disso, se a oposição quiser criar um nova comissão, o foco deve ser diferente do proposto pela situação, alerta Zinn.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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