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Chuva forte09/03/2013 | 19h14Atualizada em 09/03/2013 | 19h39

Muro cai sobre casa na comunidade de Vila Aparecida, na parte continental de Florianópolis

Outras seis moradas foram atingidas pela enxurrada. A maioria foi alagada

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Muro cai sobre casa na comunidade de Vila Aparecida, na parte continental de Florianópolis Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Dono da casa tinha acabado de sair da cama, que foi atingida por queda de parede Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

O encarregado de obras Ivo Raimundo, de 54 anos, por pouco não foi acertado por um muro que caiu sobre sua casa na comunidade de Vila Aparecida, no Continente de Florianópolis. Ele dormia por volta das 13h deste sábado, quando a mulher o chamou para ver a água tomar conta do terreno. O homem levantou e foi até a porta da morada. Momentos depois, o barranco caiu sobre o seu quarto e a cozinha.

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Além da casa de Ivo, outras seis foram afetadas pela enxurrada na Rua das Fontes, segundo a Defesa Civil. A maioria foi alagada com a queda da água. Em menos de 24 horas choveu 63 milímetros na cidade, enquanto que a média para os 30 dias é de 160 milímetros. A prefeitura de Florianópolis declarou situação de alerta porque a chuva deve voltar na noite deste sábado.

O deslizamento ocorreu com a força da água que fez o lixo de um aterro clandestino pressionar o muro de concreto atrás da morada de Ivo. Os tijolos e a parede de madeira cairam em cima da geladeira, na cozinha, e da cama de casal. Além disso, a água começou a infiltrar dentro da casa e uma das paredes do porão também desabou. As compras do mercado, que tinham acabado de chegar, também foram levadas pela enxurrada.

— Faz anos que a prefeitura promete fazer um muro de arrimo (mais resistente) e até agora nada. Não quero receber uns quilos de alimentos, precisamos da obra e também de fiscalização para não jogarem mais lixo ali — requer Ivo.

Já a auxiliar de serviços gerais Adriana de Fatima de Jesus, 43 anos, teve a residência, onde vivem sete familiares, inundada. Ela vai ter que passar a noite na casa da irmã, na comunidade de Monte Cristo, também no Continente. A água entrou no terreno, mais baixo que a estrada, portão a dentro e até os colchões ficaram molhados.

— Perdi tudo na enchente de 2010 e desde então os políticos vem aqui dizer que vão resolver o problema das bocas de lobo. Só que acabaram piorando ao diminuir o tamanho das entradas da drenagem quando foram arrumar o calçamento há alguns meses — lamenta Adriana.

De acordo com o secretário do Continente, João Batista Nunes, as equipes de engenharia da pasta vão realizar vistorias técnicas para apontar medidas a serem adotadas na região. Nunes também diz que vão limpar as bocas de lobo, assim que a chuva parar. Ele lembra que a Vila Aparecida precisa de um projeto de macrodrenagem, que deve ser elaborado nesta gestão.

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