O delegado Marcelo Arigony confirmou ao Diário de Santa Maria o recebimento de mais seis laudos do IGP que apontam como a causa da morte das vítimas do incêndio da boate Kiss por asfixia. Segundo o relatório, os exames apontam a presença de cianeto e monóxido de carbono no sangue. Outros dois laudos haviam chegado na semana passada.
O estudo sustenta a tese de que as vítimas da boate Kiss sofreram intoxicação por gás cianeto, liberado pela queima da espuma localizada no teto da danceteria utilizada para o isolamento acústico do local.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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