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Tragédia em Santa Maria19/03/2013 | 17h03Atualizada em 19/03/2013 | 17h03

Laudo confirma que queima de espuma em incêndio na Kiss liberou cianeto

Último laudo da perícia esperado pela Políca Civil chegou nesta terça

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O último laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP), sobre o incêndio na boate Kiss, foi enviado à Polícia Civil na manhã desta terça-feira e confirmou que a espuma usada no revestimento acústico da danceteria liberou cianeto.

O laudo tem oito páginas e informa que a queima da espuma liberou monóxido de carbono, dióxido de carbono e gás cianídrico (ou cianeto). O resultado foi obtido depois de testes em que os peritos simularam a queima da espuma com artefato do mesmo tipo do utilizado no show da banda Gurizada Fandangueira, na madrugada do dia 27 de janeiro.

A liberação do cianeto contribuiu para as mortes de pelo menos 234 pessoas, cujas necropsias já foram entregues à polícia e atestam óbito por asfixia.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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