O último laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP), sobre o incêndio na boate Kiss, foi enviado à Polícia Civil na manhã desta terça-feira e confirmou que a espuma usada no revestimento acústico da danceteria liberou cianeto.
O laudo tem oito páginas e informa que a queima da espuma liberou monóxido de carbono, dióxido de carbono e gás cianídrico (ou cianeto). O resultado foi obtido depois de testes em que os peritos simularam a queima da espuma com artefato do mesmo tipo do utilizado no show da banda Gurizada Fandangueira, na madrugada do dia 27 de janeiro.
A liberação do cianeto contribuiu para as mortes de pelo menos 234 pessoas, cujas necropsias já foram entregues à polícia e atestam óbito por asfixia.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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