No depoimento que prestou ao Inquérito Policial Militar (IPM), da Brigada Militar de Santa Maria, na tarde de terça-feira, o sócio da boate Kiss, Elissandro Spohr, o Kiko, disse que tentou conseguir uma máscara de oxigênio para entrar na boate, mas um bombeiro não lhe forneceu o equipamento.
Conforme o depoimento, na hora do incêndio, ele disse que falou a um dos bombeiros que conhecia os caminhos dentro da casa. Pediu que colocassem uma máscara de oxigênio e atassem uma corda na cintura dele. Sua intenção era entrar e indicar o caminho de saída para as pessoas. O bombeiro teria respondido para ele que máscara era coisa de filme americano.
Outro ponto do depoimento fala sobre a questão da superlotação. Segundo Kiko disse ao IMP, ele não mantinha a casa superlotada por questões comerciais. O sócio da Kiss informou que sempre que havia mais de mil pessoas dentro da boate (a capacidade era de 691 pessoas), o movimento de vendas de bebidas diminuía porque os clientes não conseguiam circular.
O seu sistema era manter em torno de 850 pessoas circulando no local e outras esperando na fila do lado de fora. Era assim que a casa noturna estaria funcionando no dia do incêndio. Portanto, não existiria a superlotação alegada por testemunhas no inquérito policial.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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