Angela Callegaro, proprietária da boate Kiss, irmã do empresário roqueiro, Elissandro Spohr, o Kiko, disse que o sócio dele, Mauro Hoffmann, não era um simples coadjuvante na administração da casa noturna que incendiou e matou 240 pessoas, a maioria jovens universitários.
A defesa de Hoffmann alega que o empresário era apenas investidor. Angela disse, textualmente no seu depoimento, de três páginas, que foi prestado no dia 30 de janeiro:
— Elissandro não administrava sozinho. Todas as decisões e assuntos importantes eram objeto de diálogo entre os dois, uma vez que Hoffmann também tinha poder decisão na sociedade.
A irmã de Kiko afirma também que Hoffmann não se limitava apenas a receber os lucros, e sim, tomava as decisões. A defesa de Hoffmann se diz tranquila quanto a participação dele na Kiss. O advogado Mario Cipriani diz que há inúmeros depoimentos no inquérito policial, e também provas técnicas, que mostram a participação do seu cliente no empreendimento.
— Quando ele comprou uma parte da Kiss, em setembro de 2011, toda a estrutura da boate já estava montada. As decisões administrativas foram tomadas pelo Kiko.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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