O anfiteatro Flávio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais (CCR), no campus da UFSM, começa a ser preparado para receber, na tarde desta sexta-feira, imprensa e autoridades que vão acompanhar a divulgação do resultado da investigação do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria.
No local, profissionais do Centro de Processamento de Dados (CPD) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) dão suporte à estrutura necessária que a Polícia Civil precisa para a coletiva de imprensa.
O anfiteatro, que tem capacidade para 350 pessoas sentadas, não deverá ficar lotado, já que a coletiva não será aberta ao público.
Inicialmente, o anúncio seria feito para jornalistas e comunidade. Porém, no começo da tarde desta quinta-feira, a Polícia Civil decidiu restringir o acesso.
A estrutura do auditório, construído ainda na década de 1960 e que começou a funcionar em 1965, conta atualmente com seis grandes caixas de som e 10 aparelhos de ar-condicionado.
Dos 117 alunos da UFSM que morreram no incêndio de 27 de janeiro, 65 eram estudantes de algum curso do Centro de Ciências Rurais (CCR).
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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