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Tragédia em Santa Maria21/03/2013 | 14h10Atualizada em 21/03/2013 | 16h06

Divulgação do inquérito do incêndio na Kiss não será aberta ao público

Equipe de delegados falará sobre os resultados da investigação só para a imprensa

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Divulgação do inquérito do incêndio na Kiss não será aberta ao público Ronald Mendes/Agencia RBS
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

A divulgação dos resultados da investigação do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, será exclusiva para a imprensa. Os delegados responsáveis pelo caso divulgaram no início da tarde desta quinta-feira que apresentarão o inquérito do caso só para os jornalistas no auditório Flávio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais, no campus da UFSM, nesta sexta-feira.

Inicialmente, a Polícia havia cogitado abrir a dilvugação do inquérito ao público. No início da tarde, porém, a intenção mudou.

Antes de se reunirem com a imprensa, o delegado regional de Polícia Civil, Marcelo Arigony, que comanda as investigações do incêndio, irá até o Fórum de Santa Maria acompanhado do delegado Sandro Meinerz e de outros três policiais para entregar o documento à Justiça.

O comboio será composto por três viaturas que levarão os 52 volumes de papelada. Depois de passar pela 1ª Vara Criminal, a equipe vai para o campus. Às 14h30min desta sexta-feira, o chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior, iniciará a divulgação do inquérito.

Em seguida, Arigony falará por meia-hora sobre a investigação, com o auxílio de um material em Power Point. Depois, os cinco delegados que presidiram o inquérito estarão à disposição da imprensa para perguntas.

Devem participar do anúncio dos resultados da investigação, o secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, o Instituto Geral de Perícias (IGP), a Polícia Federal e o Ministério Público.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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