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Investigação01/03/2013 | 07h01

Deic não descarta que incêndios em veículos possam ser a mando de criminosos em SC

Depois de cessar ataques a ônibus, polícia apura origem de fogo em carros.

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Depois de sufocar a onda de ataques a ônibus que a facção criminosa vinha ordenando, a polícia tem um desafio que a cada dia sugere ser também algo orquestrado: os incêndios em veículos que estão nas ruas.

A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) prefere a cautela sobre o que está acontecendo, mas não descarta que possa ser nova ação a mando de criminosos em Santa Catarina.

O diretor da Deic, delegado Akira Sato, que coordena as investigações dos atentados, afirma que por enquanto o monitoramento policial não conseguiu constatar se os incêndios registrados em automóveis nas últimas semanas fora originados a mando do Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

— O que posso dizer é que a investigação não acabou e cada caso está sendo checado. Até agora não identificamos que estejam sendo ordenados por criminosos, mas não descartamos essa possibilidade — disse o delegado, que prefere acreditar serem vândalos que visam a agitar e a causar insegurança.

Na madrugada de quinta-feira, mais quatro carros foram incendiados. Em Florianópolis, um Fusca foi queimado na Costa de Dentro, Sul da Ilha às 5h30min. O veículo estava na rua. Houve incidentes semelhantes em Blumenau, contra uma caminhonete, em Joinville (pneus de um ônibus) e em Brusque.

Fontes policiais ouvidas pelo DC divergem sobre a origem. Há investigadores que avaliam o fato de ser um alvo em específico (veículos), o que mostraria ação de organização criminosa. Outros entendem que são casos isolados cometidos por vândalos aproveitadores.

O Corpo de Bombeiros Militar afirma que estatisticamente não há mudança no volume de ocorrências atendidas, segundo o tenente-coronel Altair Salésio Rodrigues, chefe de comunicação dos bombeiros. O plano de atendimento, ressalta Salésio, continua o mesmo.

Os bombeiros não fazem a perícia em incêndios em veículos (apenas em edificações). A perícia em veículos para se foi criminoso ou não cabe ao Instituto Geral de Perícias (IGP).

A Polícia Militar tem informado as ocorrências, mas só as trata como atentados após a devida investigação. O comandante do 4º Batalhão da PM em Florianópolis, tenente-coronel Araújo Gomes, ressalta a importância das pessoas denunciarem ao 190 quando surgirem suspeitas.

Os incêndios

19 atentados confirmados contra veículos desde o dia 30 de janeiro.

Casos suspeitos desde a última segunda-feira:

15

5 Joinville

2 Palhoça

1 Brusque

1 Blumenau

1 Florianópolis.

1 Itajaí

1 Jaraguá do Sul

1 Ibirama

1 Rio do Sul

1 Criciúma

Fonte: Polícia Militar e levantamento do DC.

DIÁRIO CATARINENSE

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