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Tragédia em Santa Maria15/03/2013 | 13h03

Chefe de Polícia promete disponibilizar relatório do inquérito sobre incêndio na Kiss à imprensa

Ranolfo Vieira Júnior está em Santa Maria acompanhando finalização do trabalho da Polícia Civil

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Carlos Wagner e Humberto Trezzi

Na saída de um encontro com os delegados do caso sobre o incêndio na boate Kiss, o chefe da Polícia Civil gaúcha, Ranolfo Vieira Junior, disse que, no final do inquérito policial deverá disponibilizar para a imprensa o material sobre a investigação, que soma mais de oito mil páginas.

- Temos consciência de que este inquérito é um dos maiores da Brasil. E que também estamos estabelecendo padrões para este tipo de investigação e apuração. No final, vamos ceder à imprensa algumas perícias e uma cópia do relatório do delegado -garantiu o chefe de Polícia.

O delegado está em Santa Maria para discutir com os colegas os possíveis indiciamentos e as perícias disponibilizadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), fundamentais para embasar a investigação.

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Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 
Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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