O Chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior, confirmou que chega no final da manhã desta quarta-feira, 20, em Santa Maria. Uma vez por semana, ele acompanha de perto o inquérito sobre o incêndio na boate Kiss, mas nesta quarta participa da conclusão do relatório final a ser entregue à Justiça até o fim desta semana.
Um dos motivos da vinda do chefe de polícia é anunciar a data exata da remessa do procedimento policial ao poder judiciário. Todas as perícias já foram entregues e, entre esta quarta e amanhã, serão finalizados os depoimentos, que são em torno de 700. O relatório final deve ter cerca de 140 páginas, e todo o inquérito, cerca de 10 mil (somente para a perícia, são mil páginas).
Os delegados responsáveis pelo caso, junto com Ranolfo Vieira Júnior, acertarão nesta quarta todos os detalhes sobre os indiciamentos e responsabilidades dos envolvidos. Ontem, o laudo pericial da espuma de revestimento acústico revelou liberação de gás cianídrico, dióxido e monóxido de carbono, confirmando as necropsias que mostraram que 100% das vítimas morreram asfixiadas por terem inalado esses gases.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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