O presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism), Luiz Fernando Pacheco, comunicou o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), que não faz mais parte do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) da cidade.
Pacheco diz que entrega o cargo de presidente do Conselho Gestor do Funrebom por não concordar com o andamento do inquérito da Polícia Civil sobre a tragédia na boate Kiss.
- O procedimento da Polícia foi correto com a prefeitura, que ouviu desde fiscais até o prefeito, mas eu não vejo o mesmo rigor com o governo do Estado. Não pode parar só no comandante regional dos bombeiros, Moisés Fuchs. A polícia tem de ouvir também o comandante-geral dos Bombeiros no Estado, coronel Guido Pedroso Melo, e o secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, que são responsáveis pelos bombeiros no Rio Grande do Sul. E ouvir os secretários anteriores - argumenta Pacheco.
E ele acrescenta:
- Se houve erros, foram de ambas as partes, tanto da prefeitura quanto dos bombeiros.
O Funrebom é composto em Santa Maria pela prefeitura, Corpo de Bombeiros, Cacism, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Rotary Clube e Lions Clube. O fundo chega a movimentar quase R$ 1 milhão por ano, que são repassados para a compra de equipamentos para os bombeiros da cidade.
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:








