O advogado Jader Marques, responsável pela defesa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios da boate Kiss procura a Polícia Civil na manhã desta terça-feira para ter acesso aos depoimentos prestados por outras testemunhas no inquérito policial. Esta seria a condição que ele estaria negociando para que seu cliente preste novo depoimento à polícia.
- Não vejo outra alternativa para que meu cliente possa se defender de informações das quais ele não concorda. Caso não tenha acesso, vou pedir para a polícia não forçar um novo depoimento, pois isso só vai expor o meu cliente - disse Jader à imprensa na manhã desta terça-feira.
Entre os depoimentos previstos para que a polícia finalize o inquérito estão o do produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão, que deve depor hoje, e os dos sócios da Kiss, Mauro Hoffmann, o Maurinho, e Elissandro Spohr, o Kiko.
A Polícia Civil pretende reinquirir os envolvidos para, depois, confrontar as informações. Os três estão presos preventivamente na Penitenciária Estadual de Santa Maria, onde devem ocorrer os depoimentos.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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