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Tragédia em Santa Maria15/03/2013 | 09h32Atualizada em 15/03/2013 | 15h02

A Polícia Civil vai ouvir frequentadores da boate Kiss em mutirão da saúde neste sábado

Duas salas do Hospital Universitário serão usadas pela polícia

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A Polícia Civil vai montar uma força-tarefa para ouvir mais vítimas do incêndio na boate Kiss. Neste final de semana, policiais irão até o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), onde ocorrerá um mutirão da saúde.

O hospital disponibilizou duas salas dentro do prédio para que a polícia tome os depoimentos. A ideia é ouvir o máximo possível de pessoas que estavam na festa na madrugada do dia 27 de janeiro para chegar ao número mais próximo de frequentadores.

Depoimento de Kiko é esperado para sábado

Elissandro Spohr, o Kiko, um dos donos da boate Kiss, deve prestar novo depoimento no sábado. Na última terça-feira, o advogado dele, Jader Marques, procurou a Polícia Civil para ter acesso aos depoimentos prestados por outras testemunhas no inquérito policial. Esta seria a condição que ele estaria negociando para que seu cliente preste novo depoimento à polícia.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das outras 241 vítimas:

 
Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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