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Atentados em SC08/02/2013 | 14h11

Vídeo: apesar da escolta, sensação é de insegurança entre passageiros

Repórter do DC acompanhou a rotina do transporte coletivo à noite em Florianópolis

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Vídeo: apesar da escolta, sensação é de insegurança entre passageiros Cristiano Estrela/Agencia RBS
Simone Lopes com o filho de seis meses contou com a solidariedade dos passageiros. Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS
Esse vídeo foi feito na noite desta quinta-feira. Eu e o repórter fotográfico Cristiano Estrela, do Diário Catarinense, fizemos o mesmo que os milhares de usuários do transporte coletivo em Florianópolis: pegamos um ônibus. Isso, em uma noite de novos atentados no Estado, com linhas dos morros suspensas, necessidade de escolta policial, veículos circulando em comboio. 
 
Assista ao vídeo e confira o relato dos passageiros

Era 21h50min quando, depois de dezenas de usuários esperarem na fila, o motorista fechou as portas. O ônibus da linha Tapera, empresa Insular, seguiria em comboio, com mais dois coletivos, e escoltado pela Polícia Militar. Pelo espelho o motorista percebeu que tinha gente demais. A PM também. Três rapazes que ainda tentavam entrar foram avisados:

— Não tem dá mais lugar. Vai ter gente no caminho e vocês vão ter que esperar o próximo — avisou um PM.

Sentada no banco do corredor do ônibus apinhado de gente, Simone Lopes carregava um bebê de seis meses no colo e contou com a solidariedade dos outros passageiros.

Adultos, quase todos trabalhadores que depois da jornada voltavam para suas casas, abriam mão do banco para que o filho de seis anos seguisse sentado. Não seria aconselhável Vitor ficar espremido entre as pernas de tanta gente grande. Simone tinha ido ao Centro da cidade, com a bebê que cuida, filha de uma sobrinha. Sabia da situação dos ônibus, mas não tinha noção de como seria.

— Estamos entregues — resumiu. O sentimento de vulnerabilidade compartilhado por outros passageiros.

A secretária Ana Paula Ramos estava com medo:

— A gente fica esperando o pior: incêndio, briga, troca de tiros — disse Ana Paula.

Simone, Ana Paula e os passageiros tiveram uma viagem desconfortável. Por questão de segurança, o roteiro foi alterado (seguiu direto pelo Saco dos Limões) com passageiros tendo que andar bem mais até chegar em casa.

Quando o ônibus alcançou o portão da Base Aérea de Florianópolis, o aposentado João Merlon se disse aliviado: 

—  Aqui dentro a bandidagem não entra — disse João.

O ônibus cruzaria a BAF e chegaria na Tapera, onde Simone e tantos outros desceram. Hoje cedo, estarão nas paradas novamente.

E às 21h50min, deixando o Ticen.

DIÁRIO CATARINENSE

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