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Florianópolis20/02/2013 | 17h43Atualizada em 20/02/2013 | 21h56

Traficante "Rafinha", apontado como membro do PGC, é preso pelos atentados em Santa Catarina

Na casa, foram encontrados mais um homem e um adolescente também participantes dos crimes

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Por volta das 16h30min desta quarta-feira, a Polícia Civil prendeu um dos possíveis líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), o traficante Rafael Rodrigues Tavares, de 21 anos, mais conhecido como "Rafinha". Ele estava com Wesley Jean Pierre, 18 anos, e um adolescente no Bairro Campinas, em São José. Os três são suspeitos de participar da excecução dos atentados em Santa Catarina. Também foi encontrado um carro roubado no local.

Segundo a Polícia Civil, "Rafinha" era procurado pelos atos de integração de facção crimininosa e por cordenação dos ataques. Tavares era "disciplina" de bairro - termo que se refere aos criminosos que atuavam nas ruas durante os atentados -, no caso do Morro da Caixa, região continental de Florianópolis. O delegado Antônio Cláudio de Seixas Joca diz que o homem, que tem uma tatuagem dos irmãos Metralha no braço direito, organizou os atentados na Avenida Ivo Silveira e também os protestos contra policiais. Os agentes da Deic tinham a informação que ele estava em um Vectra e o veículo foi localizado no Bairro Campinas.


O carro era clonado e por isso Rafael vai responder por receptação junto com Wesley Jean Pierre, 18 anos, e o adolescente de 16. A análise feita pela Divisão de Furtos e Roubos da Deic comprovou alteração no chassis, vidros e nas etiquetas de identificação do veículos, adesivos colados na lataria, motor e assoalho.

A clonagem do carro também apareceu em mensagens existentes no celular de Wesley Jean Pierre que tratavam da entrega de um automóvel clonado. Segundo o delegado da Deic, os disciplinas recrutam o pessoal que comete os atentados. Pela ordem, a mão de obra mais usada é de pessoas com dívidas, adolescentes em busca de status e criminosos jurados de morte.

No momento, a prioridade da Polícia Civil é prender os disciplinas que têm mandados em aberto, mas as investigações continuam e novas prisões podem ser solicitadas.

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