Segundo a Polícia Civil, "Rafinha" era procurado pelos atos de integração de facção crimininosa e por cordenação dos ataques. Tavares era "disciplina" de bairro - termo que se refere aos criminosos que atuavam nas ruas durante os atentados -, no caso do Morro da Caixa, região continental de Florianópolis. O delegado Antônio Cláudio de Seixas Joca diz que o homem, que tem uma tatuagem dos irmãos Metralha no braço direito, organizou os atentados na Avenida Ivo Silveira e também os protestos contra policiais. Os agentes da Deic tinham a informação que ele estava em um Vectra e o veículo foi localizado no Bairro Campinas.
O carro era clonado e por isso Rafael vai responder por receptação junto com Wesley Jean Pierre, 18 anos, e o adolescente de 16. A análise feita pela Divisão de Furtos e Roubos da Deic comprovou alteração no chassis, vidros e nas etiquetas de identificação do veículos, adesivos colados na lataria, motor e assoalho.
A clonagem do carro também apareceu em mensagens existentes no celular de Wesley Jean Pierre que tratavam da entrega de um automóvel clonado. Segundo o delegado da Deic, os disciplinas recrutam o pessoal que comete os atentados. Pela ordem, a mão de obra mais usada é de pessoas com dívidas, adolescentes em busca de status e criminosos jurados de morte.
No momento, a prioridade da Polícia Civil é prender os disciplinas que têm mandados em aberto, mas as investigações continuam e novas prisões podem ser solicitadas.












