Após o clássico Ca-Ju da noite de domingo, havia dois sentimentos distintos no Estádio Alfredo Jaconi. O Juventude remoía, boquiaberto, o pênalti perdido pelo meia Diogo Oliveira, no último lance do confronto. A torcida, perplexa, tentava entender como a vitória escapou por entre os dedos. O apito final de Anderson Daronco caiu como um martelo em cima da pretensões alviverdes.
— Eles acharam o gol em uma circunstância. Quero parabenizar o Caxias pela luta, pelo empate que conquistou. Fez uma festa de final de Copa do Mundo por ter empatado com o Ju, mas realmente circunstâncias do jogo não estavam a nosso favor — disse o técnico Lisca, ao final do duelo.
O Caxias comemorava o empate fora de casa, conquistado pela competência defensiva. Encolhido em seu campo, a equipe grená armou uma barricada em frente a área e rechaçava qualquer infiltração, aérea ou rasteira, do adversário.
— Dos seis pontos possíveis fora de casa, o Caxias fez quatro. Por esse lado tudo bem. Dentro do jogo, o Ju teve mais volume mais organização, a ideia do Lisca em segurar as nossas laterais funcionou — declarou Picoli.
No lance seguinte à primeira expulsão, Fred manchou sua reestreia com uma entrada ríspida em Zambi. O segundo vermelho desencadeou uma série de lances disputados e o jogo ficou mais interessante.
— Clássico é complicado. Fizemos um ponto fora, mas temos muito a corrigir, mas estivemos muito abaixo do que vínhamos produzindo — declarou o volante Umberto.
— É difícil falar, o sentimento que a gente fica não dá para explicar, o árbitro prejudicou a gente — reclamou o atacante Bergson, na saída do gramado.









