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Reação contra atentados19/02/2013 | 22h31

Sufocar tráfico é estratégia para combater crime organizado em Santa Catarina

Patrulhas pretendem impedir chegada de drogas e dificultar movimentação de criminosos

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Sufocar tráfico é estratégia para combater crime organizado em Santa Catarina Marcos Porto/Agencia RBS
Cinco portos catarinenses e os aeroportos contarão com reforço na fiscalização Foto: Marcos Porto / Agencia RBS
O combate ao tráfico de drogas está no centro do plano catarinense de ataque ao crime organizado. Uma das estratégias é evitar que maconha, cocaína e crack cheguem aos pontos de venda.

Por isso, foi montado um esquema de fiscalização nas rotas usadas pelas quadrilhas. A rodovia mais usada pelos traficantes, a BR-101, contará a partir de agora com seis barreiras fixas. O esquema é composto de blitze nas divisas catarinenses, patrulhas em pontos estratégicos e delegacias móveis da Polícia Federal (PF).

O delegado de Combate ao Crime Organizado da PF, Gustavo Trevisan, explica que a intenção é dificultar o deslocamento de criminosos, capturar foragidos e fiscalizar as rotas de entrada de drogas. Ele conta que os principais destinos dos carregamentos são a Grande Florianópolis, Balneário Camboriú, Itajaí e Joinville. Os locais coincidem com as cidades de maior criminalidade no Estado. Nesse cenário, a BR-101 é a principal rota porque contém os maiores mercados consumidores do Estado.

Os carregamentos chegam a SC principalmente por via terrestre, seja em ônibus, fundos falsos de carros ou em meio às mercadorias transportadas por caminhões. Nos outros casos, são usadas mulas, pessoas contratadas para o serviço.

O delegado de Repressão a Entorpecentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Cláudio Monteiro, revela que as mulas são pessoas de confiança dos traficantes, pouco instruídas, e em alguns casos amigos de infância ou membros da quadrilha. Quando o transporte é feito em carros, é comum que um batedor vá na frente para verificar se há blitz da polícia, facilitando a entrada das drogas no Estado.

A estratégia é utilizada pelas quadrilhas em geral, incluindo o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção que ordenou as duas ondas de violência em Santa Catarina. A BR-282 também é bastante usada pelos traficantes. A entrada da droga se dá pelo o Oeste e segue via Lages, quando o destino é a Grande Florianópolis, e pela BR-470 se o carregamento for para Itajaí e região.

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