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Renúncia do Papa11/02/2013 | 15h45Atualizada em 11/02/2013 | 17h13

Renúncia de Bento XVI chega como um raio antes das eleições italianas

Jornalista italiano relata como a notícia desta manhã pegou os italianos de surpresa

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A renúncia do Papa Bento XVI se espalhou por todo o mundo e chegou de supressa para todos. Até mesmo os italianos, acostumados a acompanharem a ações do Papa, foram surpreendidos pelo anúncio. Em um momento de campanhas para as eleições que irão definir o primeiro ministro italiano e crise econômica, a notícia do Vaticano chegou como "um raio em dia de sol" , para os italianos. Confira texto de um jornalista italiano, especial para o DC, sobre como foram as primeiras horas após a renúncia do papa.

Luca Preziusi - Jornalista italiano morador de Foggia/FG

"Enquanto a Itália se preocupa com os últimos votos para as iminentes eleições do governo, e se espera por mudanças para o país seguir em frente, não foi Silvio Berlusconi, nem Pier Luigi Bersani, nem Mario Monti que deram um basta e foram embora.

Quem abdicou foi Bento XVI. Ratzinger deixou o cetro. O número um na Terra do que resta da fé católica romana não consegue mais "fisicamente, mentalmente e espiritualmente."

A notícia deu a volta ao mundo em questão de minutos. TV, rádio, jornais, redes sociais foram invadidas por pensamentos, palavras, e ações sobre a escolha feita pelo papa alemão. Fortes reações temperadas com descrença, compreensão, indulgência, mas também suspeita de desconfiança, enlouquecendo cada canto de um país com uma forte maioria católica, e que nada havia previsto.

Ninguém esperava isso. Um raio em pleno céu claro para quem não estava em contato com o servo do Senhor, que tomou todos de surpresa. Há quem se sinta traído, quem se admira com o gesto daquele que, no fim, é apenas um homem. E agora, apesar da pior crise econômica desde a guerra, apesar das eleições, na Itália, de Norte a Sul, até que a fumaça branca não saia, não se falará de nada mais."

Texto Original

" Mentre in Italia ci si affanna ad elemosinare l'ultimo voto per le imminenti elezioni del Governo e qualche spicciolo per andare avanti, ad andarsene e a dire basta non è Silvio Berlusconi, non è Pier Luigi Bersani, né Mario Monti.

Ad abdicare è Papa Benedetto XVI. Papa Ratzinger molla lo scettro. Il numero uno in Terra di ciò che rimane delle fede cristiano cattolica non ce la fa più "fisicamente, mentalmente e spiritualmente".

La notizia ha fatto il giro del mondo nel giro di pochi minuti. Tv, radio,giornali, social network invasi da pensieri, parole, opere sulla scelta epocale presa dal Papa tedesco. Reazioni forti condite da incredulità, comprensione, indulgenza, ma anche sospetto, diffidenza e sfiducia impazzano in ogni angolo di un paese a forte maggioranza cattolica, che però non aveva previsto un cedimento.

Nessuno se lo aspettava. Un fulmine a cielo sereno per chiunque non fosse a stretto contatto con l'umile servo del Signore, che ha colto tutti di sorpresa. Chi si sente tradito, chi ammira il gesto di quello che alla fine è solo un uomo. E da oggi, nonostante la più grande crisi economica dal dopoguerra, nonostante le elezioni, in Italia, da Nord a Sud, fino ala prossima fumata bianca non si parlerà d'altro."

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