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Prevenção05/02/2013 | 06h31

Procura por informações sobre equipamentos de segurança que combatem incêndios aumentou 300% em Caxias

A manutenção de extintores, principal serviço solicitado, está com a agenda praticamente lotada para esta semana em algumas empresas

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Procura por informações sobre equipamentos de  segurança que combatem incêndios aumentou 300% em Caxias Daniela Xu /
Na Prevensistem, uma das maiores empresas do ramo na região, as vendas aumentaram 35%. Foto: Daniela Xu
A tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, acendeu o alarme e provocou uma verdadeira corrida de empresas irregulares interessadas em se adequar às normas contra incêndio. Desde a última semana, estabelecimentos de Caxias que vendem extintores e outros aparatos de segurança têm visto a procura crescer até 300%, como é o caso da Prevensistem, uma das maiores do ramo na região.

— As pessoas têm muitas dúvidas sobre como devem proceder, então o que mais cresceu foi a demanda de inspeções nos estabelecimentos e a busca por informações. As vendas em si aumentaram cerca de 35% na última semana — conta Celania Dall'Agnol, diretora administradora e financeira da empresa.

Na Bipi Extintores, as vendas aumentaram 40% na última semana. A manutenção de extintores, principal serviço solicitado, está com a agenda praticamente lotada para esta semana, mesmo com a contratação de dois funcionários temporários. Antes, o atendimento era feito em no máximo dois dias.

— O pessoal está bem apavorado, mas acho que é mais por receio da fiscalização do que propriamente por terem se conscientizado — acredita Lizandra Bitencourt, sócia-proprietária da empresa.

Embora empresas de todos os segmentos estejam buscando a regularização, Rudimar Casa, proprietário da F.R. Comércio de Extintores, destaca que o segmento da indústria já costumava estar com os equipamentos em dia antes da tragédia que matou mais de duas centenas de jovens:

— Quem mais tem procurado se adaptar são os estabelecimentos comerciais, os condomínios e as casas noturnas. As fábricas normalmente já têm um cuidado grande com essas questões. O problema é que essa preocupação tem tudo pra ser temporária e, logo, as coisas devem voltar a ser como antes.

Leia mais sobre o assunto no Pioneiro desta terça-feira.


Clique na imagem e confira o perfil das 237 vítimas

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 237 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.

Clique na imagem abaixo para ver o antes e o depois da danceteria:


A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.

Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.

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