Clima de tensão e expectativa no portão do Complexo Penitenciário, em São Pedro de Alcântara. Esse é o primeiro domingo de visitas após a transferência de detentos de Santa Catarina para presídios federais. Dos 40 detentos, que foram transferidos de cadeias de SC em razão do envolvimento com a onda de atentados comandada pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC), 22 estavam em São Pedro de Alcântara. Ainda pela manhã, muitos visitantes não sabiam se seus parentes permaneciam ou não presos em SC.
Fotos do primeiro domingo de visitas após a transferência dos presos
As famílias, a maioria esposas e mães com filhos pequenos, reclamam que buscaram informações junto a penitenciária e não receberam se os familiares foram transferidos ou não.
— Telefonei ontem (sábado), dei o número de matrícula do meu marido, mas disseram que só vindo até a penitenciária para saber se ele tinha sido transferido — reclamou a esposa de um presidiário.
A cada momento chegam mais pessoas no local. As visitas vão das 8h30 às 11h e das 14h às 17h. As primeiras pessoas chegaram por volta das 5h, e algumas só devem realizar a visita durante à tarde.
Imagens do domingo de visitas em São Pedro de Alcântara
O pai de um preso de 25 anos, que cumpre pena por latrocínio, também buscou informações, mas não conseguiu. Ele conta que outro filho, que costuma jogar jogos na internet, acionou os amigos virtuais para tentar localizar o irmão que poderia ter sido transferido para outro estado.
— Meu filho fez coisa errada, tem que pagar, mas acredito que as transferências, não vão resolver os problemas dentro dos presídios de SC — disse o pai de um detento.
Questionado sobre o porque dessa opinião o pai explicou:
— Quanto mais isolado, mais abandonado o preso estiver da sua família, mais a organização criminosa, se apodera dele — destacou.













