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Reação contra ataques20/02/2013 | 22h16Atualizada em 20/02/2013 | 22h16

Polícia Civil prende dois integrantes do PGC responsáveis por atentados em Santa Catarina

Organizadores de ataques foram capturados em São José e Itapema

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Aos poucos, a Polícia Civil vai cumprindo os mandados de prisão temporária de 30 dias contra os organizadores dos atentados a Santa Catarina. Na quarta-feira, um homem foi preso em Itapema e outro em São José. As investigações apontam que ambos coordenavam os ataques em suas regiões.

A Justiça expediu 97 mandados e falta cumprir 22. Todos os procurados têm relativa importância no Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Um dos focos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) era o Primeiro e Segundo Ministério, composto por presos e que tomam as decisões da facção.

Os mandados que estão sendo cumpridos são contra os chamados disciplinas, criminosos que estão nas ruas e cumprem as ordens vindas de dentro do sistema prisional, explica o delegado Antônio Cláudio de Seixas Joca da Deic. Ele conta que há dois tipos disciplinas, os de bairro e os regionais — estes não passam de cinco por grupo de cidades.

Morador de Balneário Camboriú, Rudis Leonardo da Silva, 21 anos, se enquadra no último caso e tinha participação direta nos ataques no Litoral Norte. Ele foi detido no Bairro Ilhota, em Itapema, numa casa alugada como esconderijo. O criminoso estava com munição de uso restrito e por isso foi preso em flagrante.

Rafael Rodrigues Tavares, 21 anos, era disciplina de bairro, no caso do Morro da Caixa, região continental de Florianópolis. O delegado Joca diz que o homem, que tem uma tatuagem dos irmãos Metralha no braço direito, organizou os atentados na Avenida Ivo Silveira e também os protestos contra policiais. Os agentes da Deic tinham a informação que ele estava em um Vectra e o veículo foi localizado no Bairro Campinas, em São José, às 16h30min de quarta-feira.

O carro era clonado e por isso Rafael vai responder por receptação junto com Wesley Jean Pierre, 18 anos, e um adolescente de 16. A análise feita pela Divisão de Furtos e Roubos da Deic comprovou alteração no chassis, vidros e nas etiquetas de identificação do veículos, adesivos colados na lataria, motor e assoalho.

A clonagem do carro também apareceu em mensagens existentes no celular de Wesley Jean Pierre que tratavam da entrega de um automóvel clonado. Segundo o delegado da Deic, os disciplinas recrutam o pessoal que comete os atentados. Pela ordem, a mão de obra mais usada é de pessoas com dívidas, adolescentes em busca de status e criminosos jurados de morte.

No momento, a prioridade da Polícia Civil é prender os disciplinas que têm mandados em aberto, mas as investigações continuam e novas prisões podem ser solicitadas.

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