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Reação contra atentados16/02/2013 | 19h18

Pessoas que estão no presído estão comandando atos de violência, diz ministro

Ele diz que se for preciso, novas medidas serão tomadas

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Pessoas que estão no presído estão comandando atos de violência, diz ministro Junior Careca/Especial
Ataques têm relação com sistema prisional Foto: Junior Careca / Especial

Na saída da entrevista coletiva, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo conversou com a imprensa. Disse que novas medidas forem necessárias, ele estará a disposição.

Se o problema não for resolvido, novas medidas em conjunto com o governo federal podem ser tomadas?
Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo —
Nós fomos verificando que pessoas que estão no presído estão comandando atos de violência, ou pessoas que estão fora. Se o governo de SC quiser remover para presídios federal, nós estamos a disposição.

Por que o crime organizado tão forte no Estado?
Ministro —
Não é só em Santa Catarina. Outras estados também. Por conta das más condições do sistema prisional, sugiram organizações que acabam cooptando detentos por força dessas más condições. O sistema carcerário no Brasil precisa ser melhorado e muito. Ele é um elemento gerador de crime organizado.

Os acontecimentos de Santa Catarina são comparáveis aos de São Paulo?
Ministro —
Há aspecto semelhantes e aspectos diferentes. Os movimentos têm muito a ver condições carcerárias, as organizações criminosas têm a mesma características estrutural. A situação diferente territorial estado de São Paula é diferente. A Força Nacional não acrescenteria muito. São dezenas de milhares de homens da Polícia Militar. A ajuda é mais na área de inteligência. Acréscimo de efeitvo não.

Como combater o crime organizado?
Ministro —
Passa por várias dimensões. Aperfeiçoamento dos órgãos de inteligência, controle de fronteira, capacitação melhor das polícias, enfrentamento da corrupção. Uma das frentes é o sistema prisional.

Em novembro do ano passado houve a primeira onda atentados e o senhor conversou com o governador. Por que as medidas de agora não foram tomadas em 2012?
Ministro —
Veja. Eunão sei. Minha observação. Num primeiro momento entendeu-se que a situação estava resolvida. Num segundo momento, entendeu-se que seria interessante isso (as medidas). É provável, havia entedimento que aquela onda havia acabado. Mas outros fatos aconteceram. Não quero comentar dados de inteligência.

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