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Entrevista coletiva16/02/2013 | 11h33

Ministro da Justiça anuncia bloqueios por terra, mar e ar em Santa Catarina

Ao lado do governador, José Eduardo Cardoso anunciou operação para asfixiar o crime organizado

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Ministro da Justiça anuncia bloqueios por terra, mar e ar em Santa Catarina Antônio Carlos Mafalda/Divulgação
Governador e ministro da Justiça falaram à imprensa Foto: Antônio Carlos Mafalda / Divulgação

Ao longo de mais de uma hora, no fim da manhã deste sábado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Estado, Raimundo Colombo, falaram sobre as operações deflagradas desde a madrugada para conter a onda de violência em Santa Catarina.

Veja a galeria de fotos das operações policiais na madrugada em SC

Cardozo, que dominou a maior parte da entrevista coletiva, confirmou a transferência de 40 presos para penitenciárias de segurança máxima federais e anunciou a deflagração da Operação Divisa. Segundo ele, a ação tem o objetivo de asfixiar financeiramente o Primeiro Grupo da Capital (PGC).

— Haverá um cerco policial nas divisas do Estado, feito em três modais: terrestre, aéreo e marítimo. Haverá barreiras fixas em vários locais e veículos transitando para realizar abordagens. Será uma fiscalização intensa, uma operação pente-fino — anunciou o ministro, pedindo paciência à população que trafegar por estradas.

Cardozo também disse que, até então, 25 pessoas já haviam sido presas em operações policiais desde a madrugada. E acrescentou:

— Entre os que foram presos, existem advogados. E é muito importante dizer que, num estado de direito, ninguém deve ficar à margem da lei. Espírito corporativo é legítimo quando defende prerrogativas. E prerrogativas não são privilégios. Havia indícios de que esses advogados detidos tinham envolvimento com o crime organizado.

Sobre a Força Nacional, o ministro fez questão de dizer que o comando está sob a responsabilidade do coronel Nazareno Marcineiro, da PM, para afastar qualquer indício de intervenção federal. Por outro lado, Cardozo foi quem dominou o pronunciamento, anunciando as principais medidas.

O governador Colombo, que falou no início e no fim da entrevista, destacou que essa a maior operação policial já vista no Estado. Tanto ele quanto o ministro também se desculparam pelo sigilo das informações nos últimos dias, para não comprometer a operação.

Segundo o governador, o trabalho conjunto entre governo federal e estadual já vinha sendo articulado deste o início dos ataques e as tropas estavam prontas para chegar ao Estado em duas horas e trinta minutos após o primeiro chamado.

— Decidimos chamá-los depois do Carnaval para garantirmos ainda mais a segurança da população e do andamento da operação — afirmou Raimundo Colombo.

O governador disse também que com esta operação o Estado rompeu "o cordão umbilical" do crime organizado em Santa Catarina e que as ações em conjunto com a Força Nacional continuam por tempo indeterminado. O ministro complementou:

— Estamos deixando à disposição do Estado quantas vagas em penitenciárias federais de segurança máxima forem necessárias. Hoje foram 40 transferências, mas podem ser mais.

Comentar esta matéria Comentários (2)

jean carlo

Isto é uma vergonha, além de vivermos em um país onde os "direitos" são excessivos, SC tem um governador ridículo e arrogante. Não tem a menor capacidade de controlar o crime e não aceitava ajuda. O que aconteceu é uma "intervenção branca" e que veio em boa hora.

16/02/2013 | 14h01 Denunciar

Guido Kuhn

Só falta divulgar hora e local das barreiras. Tudo tem que ser muito transparente, è lamentável.

16/02/2013 | 13h34 Denunciar

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