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Atentados em SC03/02/2013 | 20h32Atualizada em 03/02/2013 | 21h51

Geografia dos ataques em Santa Catarina muda em 2013

As ações saíram apenas da Grande Florianópolis e do Litoral Norte, indo para outras regiões

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Geografia dos ataques em Santa Catarina muda em 2013 Matheus Cout/Arquivo Pessoal
Joinville registrou 11 ocorrências, como o ônibus da foto, queimado no Bairro de Fátima. Diferente de 2012, quando não sofreu nenhum ataque Foto: Matheus Cout / Arquivo Pessoal

As ações são conhecidas: fogo em ônibus e atentados contra prédios da segurança pública, mas os locais dos ataques ganharam outros cenários. Se em 2012 eram mais concentradas principalmente na Grande Florianópolis, Litoral Norte e Vale do Itajaí, o que se percebe neste ano é a disseminação das ações criminosas para outros municípios, como Chapecó e Maracajá, no Sul de Santa Catarina, onde duas carretas foram incendiadas no último sábado, em um posto às margens da BR-101.

Confira o mapa das ações criminosas desde quarta-feira:


Visualizar Atentados em SC - 2013 em um mapa maior

Outra cidade alvo de ataques, que não figurava entre as atingidas no ano passado, foi Joinville, Norte do Estado. Enquanto isso, a Grande Florianópolis ficou duas madrugadas sem registrar atentados.


O ponto final na trégua veio com um ônibus da empresa Transol, da linha Monte Verde, atingido por um rojão no final da tarde deste domingo.

A explicação que autoridades encontram para alteração da geografia dos ataques é o reforço da segurança no Litoral, principalmente na região da Capital.

— A minha impressão é que o aumento do policiamento dentro da Ilha e do Continente eliminou as condições que eram propícias. A quantidade grande de policiais nas ruas, principalmente no Norte da Ilha, inibiu esse tipo de ação. Daí se presume o deslocamento. A gente não constata nenhum outro motivo se não o aperto da fiscalização — esclareceu o delegado geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D'Ávila.

Só a Polícia Civil da Grande Florianópolis, com apoio do Serviço Aeropolicial, reforçou com quatro barreiras e cem homens a segurança em pontos estratégicos do Norte da Ilha, onde foram concentrados grande parte dos atentados no ano passado e por onde foram iniciados os ataques na Capital neste ano.

Outros policiais ficaram em viaturas, circulando em bairros vulneráveis. Também foram reforçadas as bases das delegacias do Sul, Centro, Lagoa da Conceição e Coqueiros.

O comandante da Polícia Militar no Estado, o coronel Nazareno Marcineiro, também acredita que o policiamento reforçado nas cidades atingidas em 2012 fez com que ocorressem atentados em outros pontos de SC. Para evitar novos episódios na região Norte, ele enviou a Joinville 20 policiais e quatro viaturas.

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