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Reflexos da tragédia13/02/2013 | 19h23

Estudantes temem risco de incêndio na Universidade Federal de Santa Maria

Nesta quarta, um dos espaços pertencentes ao Centro de Ciências Rurais (CCR) foi interditado

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As estudantes do curso de Medicina Veterinária Jéssica Camargo, 21 anos, e Valessa Ely, 19 anos, se sentem inseguras nos prédios do Centro de Ciências Rurais (CCR). Segundo elas, existem motivos para isso. O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar se existem falhas de prevenção.

No semestre passado, as jovens percorreram alguns dos laboratórios da universidade para um trabalho da disciplina de Biossegurança. A constatação não foi das melhores:

— Os laboratórios são labirintos, há ausência de extintores e de portas de emergência — diz Jéssica.

— É que a maioria foi adaptado à estrutura do prédio que é antigo — complementa Valessa.

A aluna de Biologia Cristina Cerezer, 20 anos, diz que os laboratórios que frequenta, nos prédios conhecidos como básicos no campus, são equipados com extintores e têm portas de saída que considera adequadas.

— Existe certa prevenção. Teve uma explosão uma vez, mas foi controlada — comenta a estudante.

A boa notícia é que um prédio modulado está sendo erguido no parque de exposições para abrigar alguns dos laboratórios de pesquisa da universidade. Parte da estrutura já foi construída e outra parte está em processo de licitação. No futuro, outros laboratórios poderão se agregar formando um complexo.

Na tarde desta quarta-feira, o Laboratório de Embriologia Animal (Embryolab) do curso de Medicina Veterinária do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi interditado. Pela manhã, um oficial de Justiça foi fazer o reconhecimento do local. À tarde, o prédio foi lacrado. A medida é por tempo indeterminado, até que a UFSM faça as adequações necessárias para atender às normas de prevenção contra incêndio.

Nesta quarta pela manhã, a professora Mara Iolanda Batistella Rubin, que coordena atividades no laboratório, fez um teste com a mangueira do hidrante: o equipamento não funcionou. A água vazou pelo registro e não escoou pela mangueira. Além disso, o laboratório tem apenas uma porta de saída que abre para dentro e não para fora como estabelecem as regras de segurança. Os dois extintores estão com selos do Inmetro vencidos desde janeiro de 2012 e selos da empresa responsável pela recarga expirados desde janeiro deste ano. O risco para as cerca de 25 pessoas que utilizam o local, motivou a ação movida por dois professores e três alunos.

A interdição foi determinada pelo juiz da 2ª Vara Federal de Santa Maria, Jorge Luiz Ledur Brito, na última sexta-feira.

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