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Criogenia05/02/2013 | 16h01

Cresce o número de famílias que armazenam células-tronco dos filhos

Procedimento ainda não muito comum consiste do congelamento do cordão umbilical

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Cresce o número de famílias que armazenam células-tronco dos filhos Daniel Marenco/Agencia RBS
Após a coleta, as células são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por tempo indeterminado Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS
A medicina regenerativa vem avançando em suas pesquisas e alcançando resultados cada vez mais satisfatórios na área. Um destes avanços é o uso de células-tronco do cordão umbilical, que é capaz de auxiliar no tratamento de mais de 80 doenças como linfomas, leucemias, mielomas, etc. e ainda há mais outras 200 doenças em estudo.

Devido ao ótimo resultado que essas pesquisas vêm demonstrando somados ao avanço das tecnologias dos equipamentos para armazenagem e ánalise destas células, o número de famílias que armazenaram as células-tronco de seus filhos no Banco de Cordão Umbilical (BCU Brasil) cresceu 12% em 2012 em relação ao ano de 2011.

Além disso, o acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e o preço cada vez mais acessível para as classes B e C são fatores essenciais na hora de optar pelo armazenamento privado das células-tronco.

— O aumento da busca de famílias pela armazenagem de células-tronco no ano passado é bastante expressivo, visto que há apenas alguns anos o sangue do cordão umbilical era totalmente descartado — afirma a Dra. Adriana Homem, médica responsável técnica do BCU Brasil.

Hoje o BCU, em parceria inédita com o grupo financeiro Cetelem, possibilita o parcelamento do serviço em até 24 vezes, ampliando o alcance para quem tiver o desejo de realizar o procedimento.

As células-tronco do cordão umbilical são células adultas e livres de impurezas, como medicamentos, estresse, etc. garantindo ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. A coleta é totalmente indolor e segura tanto para a mamãe como também para o seu bebê. Após a coleta, as células são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por tempo indeterminado sem perder as suas propriedades terapêuticas.

Há a opção de guardar em um banco privado, onde as células serão de uso exclusivo do próprio filho, ou doar para um banco público, o que ajudará as pessoas que estão na fila de espera.

Instalado desde 2009 no Brasil, o Banco de Cordão Umbilical é o maior da América e um dos maiores do mundo. Atualmente tem mais de 35 mil amostras de células-tronco armazenadas. Isso é possível por conta dos equipamentos tecnológicos de última geração e de uma equipe formada por profissionais com mais de 11 anos de experiência em criogenia.

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