Caxias do Sul tem dois casos suspeitos de dengue autóctone. Se forem confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), serão os primeiros registros na cidade de moradores que contraíram a doença sem sair do município.
Um deles tem 39 anos e reside no bairro Esplanada. Ele está hospitalizado desde sábado, mas passa bem. O outro tem 22 anos, é do bairro Mariani, e nem chegou a ser internado.
Até então, os únicos registros no município eram de pessoas que haviam sido picadas pelo mosquito Aedes aegytpi em outras cidades ou estados.
Em 2013, Caxias tem um caso confirmado, de uma pessoa que esteve na região Centro-Oeste (outro caxiense foi infectado fora do Estado e tratado em Garibaldi).
Mesmo ainda sem a confirmação dos autóctones, os agentes de endemias agiram nos dois bairros como se os casos fossem de dengue. É uma forma de prevenção. Eles fizeram uma varredura na casa do paciente e num raio de 300 metros.
Todos os domicílios desse entorno são visitados e os criadouros do mosquito, eliminados. Porém, não encontraram focos do Aedes aegytpi. Por isso, não foi preciso aplicar veneno para matar o inseto.
Na semana passada, os agentes usaram o produto (equipamento com o veneno é carregado nas costas pelos agentes) no bairro Salgado Filho, porque havia focos do mosquito bem próximos de uma pessoa com suspeita de estar infectada.
No Rio Grande do Sul, os primeiros autóctones surgiram em 2007, em Giruá, no noroeste. Neste ano, o Estado tem 14 casos de dengue importados, em nove cidades, e um autóctone, em Porto Alegre. No ano passado, Caxias teve sete, todos importados.












