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Busca por segurança03/02/2013 | 05h31

Após tragédia, jovens mudam comportamento na balada no Litoral Norte

Jovens tratam de pesquisar antes a situação da casa noturna escolhida para a festa

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Após tragédia, jovens mudam comportamento na balada no Litoral Norte Felix Zucco/Agencia RBS
Jovens procuraram saber sobre as saídas de emergência das casas Foto: Felix Zucco / Agencia RBS
Os frequentadores de casas noturnas do Litoral Norte não deixaram de sair para a balada, mas estão mais preocupados em saber das condições de segurança dos estabelecimentos. A mudança de comportamento foi verificada por Zero Hora entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, uma semana depois da tragédia que matou 237 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria. Boa parte dos baladeiros tratou de pesquisar na internet sobre as casas noturnas, confirmando os destinos conforme sua segurança.

Enfrentar a fila do Scooba, em Imbé, na noite de sábado foi o maior desafio de Vanessa Wojahn, 20 anos, e Karoline Barbisan, 19 anos. Elas já estavam tranquilas quanto à segurança do bar. Na noite anterior, aí sim, um pouco inseguras, foram para a balada no mesmo local. A dupla conferiu se havia algum risco no caso de um incêndio, como ocorreu em Santa Maria, e chegou à conclusão de que era seguro. Na noite seguinte, não tiveram dúvida em voltar lá.

A grande maioria dos jovens ouvidos por ZH, porém, tratou de pesquisar antes a situação da casa noturna escolhida para a festa. Foi o que fez o casal Rodrigo Costa, 29 anos, e Jessica Dutra, 25 anos. Antes de aportarem no Le Café Tropical, em Tramandaí, eles procuraram saber sobre as saídas de emergência da casa. Lá dentro, verificariam outras condições.

— Vamos ver se tem a espuma aquela (de isolamento acústico, que originou a fumaça que matou a maioria das vítimas no incêndio na Kiss). Se tiver, vamos sugerir que tirem — disse Costa.

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 237 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.

Clique na imagem abaixo para ver o antes e o depois da danceteria:


A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.

Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.

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