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Tragédia em Santa Maria05/02/2013 | 21h49Atualizada em 06/02/2013 | 02h24

Após deixar hospital, sócio da boate Kiss é levado para a Penitenciária Estadual de Santa Maria

Empresário saiu do hospital em Cruz Alta às 19h15min em carro discreto da polícia

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Após deixar hospital, sócio da boate Kiss é levado para a Penitenciária Estadual de Santa Maria Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, um dos sócios da boate Kiss, chegou à Penitenciária Estadual de Santa Maria às 21h35min em um Fiesta prata com vidros escuros, escoltado por um Focus prata que tinha um giroflex. Ele foi levado para o local depois de receber alta do Hospital Santa Lúcia, em Cruz Alta, às 19h15min desta terça-feira.

Depois de receber alta, o empresário foi algemado e colocado em um carro discreto da polícia, que saiu pelos fundos do hospital. O veículo tinha os vidros escuros. Kiko foi encaminhado à delegacia, onde ficou por pouco minutos.

Inicialmente, a informação da Polícia Civil e da Brigada Militar era de que ele seria encaminhado à Penitenciária Modulada de Ijuí, porém, horas depois, foi confirmada a remoção de Kiko para Santa Maria.

No fim da tarde, o médico do empresário, Paulo Vieceli, concedeu entrevista coletiva. Ele disse que a junta médica coordenada por ele, uma psicóloga e um psiquiatra entenderam que o melhor seria remover o empresário para um presídio fora da região de Santa Maria, em razão do abalo psicológico que o empresário poderia sofrer ao retornar à cidade que foi palco da tragédia, bem como possíveis represálias.

Não ficar preso em Santa Maria, aliás, era um dos objetivos da defesa. O Ministério Público, no entanto, teria se manifestado contrário à exigência.

Clique na imagem e confira o perfil das 238 vítimas

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de ferereiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 238 jovens morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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