Os blocos estão de volta. Sem dúvida alguma, esta é uma grande notícia para o Carnaval de Porto Alegre, onde, nos últimos anos, a Folia de Momo vinha ficando restrita quase que exclusivamente aos desfiles no Sambódromo do Porto Seco.
O Carnaval, como festa popular, é muito amplo. As escolas de samba respondem pelo espetáculo, sem abrir mão da cultura, levando, a cada desfile, uma história a ser contada em forma de enredo. Mas, para isso, como há uma competição, é preciso obedecer a regras.
Assim, cresce a importância dos blocos e das bandas burlescas. São neles que o folião pode expressar, nas ruas, toda a sua irreverência. Pode fazer críticas ou elogios, sempre com boa dose de humor e criatividade, sem a preocupação com a vestimenta. Se a opção for por fantasia, o tema é livre.
Outra boa notícia é que tudo isso está acontecendo na Cidade Baixa, imediações do Centro Histórico, e um dos berços do nosso Carnaval, que já abrigou a folia do Areal da Baronesa, os carnavais da João Alfredo, da Miguel Teixeira, da João Pessoa, da Perimetral, todos com histórias memoráveis.
Pois, com o apoio de comerciantes do bairro, Deixa Falar, Panela do Samba, Do Jeito Que Tá Vai, Galo do Porto, Maria do Bairro, Bloco da Laje, Banda DK, Turucutá, Fora da Área de Cobertura e Rua do Perdão estarão animando, antes, durante e depois dos dias de Carnaval propriamente dito, foliões de toda a cidade.
A propósito: só acho que nossos blocos ainda estão um pouco tímidos em relação aos nomes. No Rio de Janeiro, há denominações para todos os gostos. Algumas maliciosas, conforme a pronúncia. Outros, fazendo trocadilho com seus locais de origem: "Largo do Machado mas não largo do copo" (sai do Largo do Machado) e "Eu Choro Curto mas Rio Comprido" (sai do Rio Comprido). Sem contar alguns dos mais tradicionais, como o Concentra, Mas Não Sai (o nome diz tudo) e o Suvaco de Cristo (se reúne e concentra sob as axilas do Cristo Redentor).







