Após 19 dias, a intervenção francesa no Mali avança e ganha robustez europeia. Na terça-feira, a Grã-Bretanha anunciou que enviará 350 militares que se unirão aos 3 mil soldados franceses que conseguiram avançar mais de mil quilômetros sobre o território até então tomado por rebeldes.
Os militares britânicos serão enviados para auxiliar no treinamento do exército do Mali, para missões de vigilância e de transporte de suprimentos às tropas malinesas e francesas, mas não devem se envolver diretamente em combates. Apoio logístico e US$ 20 milhões também foram prometidos pela Alemanha.
Em 48 horas, os guerrilheiros perderam dois de seus três redutos no norte do país - reconquistados com facilidade: Gao, cidade mais importante da região, no sábado, e Timbuktu, considerada a capital intelectual e espiritual do Islã na África entre os séculos 15 e 16, onde patrimônio tombado pela Unesco foi depredado, e centenas de manuscritos antigos, queimados.
Os rebeldes preferiram evitar o combate direto e se retiraram. Em Timbuktu, as forças especiais entraram com paraquedistas. Foram também realizados ataques aéreos em depósitos de armas e de combustível.
Os extremistas, no entanto, reagruparam-se no nordeste. Especialistas acreditam que passarão a usar táticas clássicas de guerrilha, com sequestros e atentados. Testemunhos falam da migração dos chefes Iyad Ag Ghaly, do Ansar Dine, e do argelino Abu Zedi, da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, nas montanhas de Kidal, perto da Argélia.
Cerca de 3 mil soldados franceses e 1,9 mil africanos estão mobilizados. No total, 3,3 mil africanos são esperados, mas sua mobilização é lenta devido a problemas financeiros. Ontem, em Adis Abeba, Etiópia, países e empresas se comprometeram a fornecer US$ 455 milhões em ajuda.













