A oferta de 20 mil vagas para a Copa das Confederações e 30 mil vagas para a Copa do Mundo, destinadas aos profissionais de segurança privada atiçou a proliferação de cursos pelo Brasil para a formação de Steward. Mas o Comitê Local da Copa-2014 (COL) salientou que somente contratará aqueles formados por instituições certificadas pela Polícia Federal, a partir deste ano.
Os Stewards são agentes que trabalham dentro dos estádios para orientar o espectador durante a realização da partida. Como o seu objetivo é o de, principalmente, educar, eles não portam qualquer tipo de arma.
— Se você procurar na internet, vai ver escola de formação de Steward. Isso tudo é falso. Não adianta porque a Polícia Federal não reconhece isso. A Polícia Federal é quem determina, fiscaliza e controla todas as atividades da segurança privada — esclareceu o Gerente de Planejamento e Projetos de Segurança, Pedro Miranda.
A demora da Polícia Federal em certificar os cursos ocorreu porque a regulamentação da profissão de Steward só ocorreu em dezembro. E somente neste ano a instituição terá condições de iniciar os treinamentos desses profissionais.
— Se chegar um pessoa para nós, dizendo que tirou dez e um certificado de uma empresa de Londres, que veio dar um curso aqui, não vai trabalhar na Copa. A não ser que ele faça o curso da Polícia Federal — enfatizou o gerente de Planejamento e Projetos de Segurança.
Miranda destacou que os responsáveis por reprimir qualquer tipo de violência dentro do estádios são da Segurança Pública. Mas que esses policiais não ficarão à vista do público, mas confinados em uma sala e só aparecerão caso seja necessário.
CARTA NA MANGA
O Comitê Organizador Local da Copa (COL) já tinha delineado um plano B caso a nova profissão não fosse regulamentada a tempo da Copa das Confederações-2013. Segundo Pedro Miranda, gerente de Planejamento e Projetos de Segurança do COL, seguranças patrimoniais seriam contratados para suprir uma eventual ausência dos stewards durante o torneio. A princípio, este grupo seria usado para zelar pela ordem patrimonial no interior dos estádios.
— Pense em algo que está em cima da hora para solucionar. É isso. Se for o caso, treinaremos do grupo de segurança patrimonial. Trabalharão irregularmente? Não. São regulamentados. Trabalharão como queremos? Não, pois não terão formação adequada — disse Miranda, em entrevista no início de dezembro de 2012.
A estimativa é que 17 a 18 mil seguranças, entre stewards e patrimoniais, sejam necessários.
COM A PALAVRA
Pedro Miranda, gerente de Planejamento e Projetos de Segurança, em entrevista.
'Nós temos de ter planos alternativos'
Temos quase dois milhões de vigilantes ativos no Brasil, com carteira nacional de vigilantes válida. A gente vai usar na Copa das Confederações-2013 algo em torno de 17 a 20 mil vigilantes. Então é uma fatia muito pequena dos profissionais disponíveis que tenho.
Agora, você não pode descartar a possibilidade. Se cinco dias antes de começar efetivamente o trabalho, ocorrer alguma greve de vigilantes, tenho de ter pelo menos um plano B e um plano C já engatilhados para colocar em prática.
Nosso principal objetivo é planejar o quantitativo de segurança privada que a gente vai usar nos eventos. Depois de planejar esse quantitativo, entramos com equipamentos também. Por exemplo, em todos esses eventos auxiliares, como os sorteios, somos responsáveis por prover os equipamentos.













