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Depois da tragédia28/01/2013 | 18h47

Segundo Polícia Civil, homem que teria acendido sinalizador em tragédia de Santa Maria nega ato

Em entrevista coletiva, delegados Ranolfo Vieira Júnior, Marcelo Arigony e Gabriel Diniz evitaram falar sobre depoimentos de presos

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Em entrevista coletiva realizada pela Polícia Civil em Santa Maria na tarde desta segunda-feira, os delegados Ranolfo Vieira Júnior, Marcelo Arigony e Gabriel Diniz forneceram poucos detalhes sobre os depoimentos dos quatro homens presos preventivamente. Os homens foram detidos em função da "imprescindibilidade" de sua detenção para a investigação da tragédia da boate Kiss.

Delegado titular da 3ª DPR de Santa Maria, Marcelo Arigony confirma que a pessoa apontada como responsável por acender o sinalizador que teria iniciado o incêndio, um dos homens presos, negou em depoimento ter manejado o dispositivo.

– Temos depoimentos que comprovam que (a banda utilizou o sinalizador), mas a pessoa indicada não assumiu – pondera.

Arigony ainda esclarece que existem dois tipos de sinalizador, para uso externo e interno. Segundo ele, apenas a perícia poderá dizer se o equipamento utilizado no show era do chamado "fogo frio", supostamente incapaz de causar incêndios. O delegado reitera que a etapa da perícia deve ser exaustiva.

– Se for preciso, vamos manter aquele local isolado por um mês – afirma.

O chefe da Polícia Civil, delegado Ranolfo Vieira Júnior, evita dar prazos para a conslusão do inquérito:

– Não quero trabalhar com prazos, até porque dependemos da produção da prova pericial, que é fundamental, é a prova técnica, muitas vezes irrefutável – justifica.

Em gráfico, entenda a sequência de eventos que originou o fogo



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A tragédia

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Veja onde aconteceu

 
Imagem: Arte ZH

A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade da Região Central, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com o comando da Brigada Militar, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012. 

Clique na imagem abaixo para ver a boate antes e depois do incêndio

A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.




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