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Sem confirmações30/01/2013 | 18h54Atualizada em 30/01/2013 | 19h38

Polícia Civil fala da investigação que apura o que ocorreu na Kiss

Coletiva de imprensa foi realizada na tarde desta quarta-feira, em Santa Maria

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Na tarde desta quarta-feira, a polícia civil de Santa Maria realizou uma coletiva de imprensa sobre as investigações da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Sem apresentar confirmações concretas, os delegados afirmaram que devem entregar um inquérito em 30 dias, mas que este documento poderá não estar completo.

— Uma investigação como essa pode demorar um, três ou até seis meses — comenta o delegado Marcelo Arigony, que também afirmou que as prisões dos donos da boate ocorreram para que a investigação "caminhasse de forma tranquila".

Arigony confirmou, ainda, que todos os indícios apontam que o fogo foi causado pelo sputnik no palco.

— Nós vamos investigar tudo. O governador Tarso disse que podemos utilizar tudo que temos em mãos e que devemos fazer o inquérito de forma lisa, imparcial e ouvir todas as pessoas.

De acordo com o delegado Sandro Meinerz, a reconstituição da tragédia feita nesta quarta-feira pela perícia buscou clarear pontos da investigação, pois testemunhas afirmam que o fogo teria iniciado no lado direito e acima do palco, onde a banda estaria usando a pirotecnia:

— Algumas pessoas saíram caminhando, outras relataram que, em cerca de 40 segundos a um minuto, a fumaça se espalhou. Alguns funcionários não chegaram na saída. Tudo indica que muitos não saíram porque a fumaça preta tapou a visão de todos, e não havia como enxergar as luzes. Isso explicaria porque muitos foram para o banheiro sem intenção.

A Polícia Civil acredita que havia cerca de mil pessoas na boate. Um indício para esta informação é que uma funcionária teria separado mil comandas para aquela noite.

— Funcionários disseram que a boate estava cheia, mas pessoas que estavam na festa relataram que o local estava lotado.


Conheça as vítimas da tragédia


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 235 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil. 

Em gráfico, entenda a sequência de eventos que originou o fogo



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A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012. 



Clique na imagem abaixo para ver a danceteria antes e depois do incêndio

A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.





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