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Passeio inesquecível06/01/2013 | 23h47Atualizada em 07/01/2013 | 11h05

Naufrágio leva turistas a passar 45 minutos de tensão e desespero em SC

Medo só só acabou com a chegada do helicóptero dos bombeiros

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O final de tarde de sábado não será apagado da memória de 20 turistas que passeavam por um conjunto de praias e ilhas de fama internacional, na Grande Florianópolis. A embarcação na qual estavam sofreu um acidente e deixou o grupo agarrado a uma imensa boia alaranjada, uma tábua de salvação, por 45 minutos a partir das 17h35min de sábado.

A turista Raquel Schefer, 36 anos, fez tanta força para se segurar, que mal conseguia mexer os braços. Sem saber nadar, ela não sabe sequer como foi parar junto à parte inflável do barco, mas não esquece das marolas sobre sua cabeça e da quantidade de água que engoliu. Ficou na memória a frase que serviu de senha para o acidente, assim que o convés da descolou da boias inflável:

— Todos para o meio do barco — gritou Charles Sell, dono da empresa Austral Tur.

Os dois tripulantes tentavam acalmar os 20 passageiros — nove catarinenses, sete gaúchos, dois alemães, dois mineiros, todos com colete. Sell e seu colega André Lima tentavam, em meio ao caos, explicar aos náufragos que a parte de metal afundaria, mas a inflável não. 

 
Grupo que participou do salvamento (Foto: Anderson Possenti)

A água estava fria, a cerca de 22ºC. O vento Nordeste ampliava a sensação de frio. O pedido salvador do grupo veio por meio de um celular de um dos passageiros, usado por Charles Sell para pedir socorro à direção operacional da empresa. Os 45 minutos seguintes foram de tensão, choros, gemidos e orações. O pavor só foi amenizado com a chegada do helicóptero dos bombeiros, o Arcanjo, recebido com vibração.

O salva-vidas Moacir Roberto Ferreira lembra que ao chegar ao local, o motor e o convés do barco já estavam dentro do mar. Só restou a parte inflável, à qual os passageiros se agarravam. A ondulação estava a meio metro no local do naufrágio, onde a profundidade chega a 30 metros.

Em meio aos choros de uma criança, a turista alemã levantava as mãos aos céus, fazia o sinal da cruz e rezava chorando. Ela e outra turista exibiam sinais de hipotermia e tinham as extremidades roxas, conforme relatou o cabo Moacir.

Levados até a praia da Ponta do Papagaio num comboio de salvamento liderado por 18 jet skis, os sobreviventes eram acolhidos com calorosa recepção pelos moradores e turistas. Conforme desembarcavam, recebiam toalhas, cobertas, cangas, roupas secas e água da população, além de mantas térmicas do Corpo de Bombeiros.

Veja o vídeo do resgate:

 

Veja como foi o naufrágio:

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