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Transplantes de órgãos 28/01/2013 | 11h55

Hospital do Rim e universidade nigeriana anunciam parceria para capacitação

Iniciativa resultará na criação do primeiro centro público de transplante renal da Nigéria

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Hospital do Rim e universidade nigeriana anunciam parceria para capacitação Salmo Duarte/Agencia RBS
Equipe de médicos da Nigéria passará por treinamentos envolvendo todas as etapas de um transplante Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
O Hospital do Rim e Hipertensão – maior centro de transplante renal do mundo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – e o Hospital Universitário de Lagos, na Nigéria, firmaram parceria para capacitar médicos nigerianos na realização de transplantes. O projeto utilizará o modelo brasileiro como referência para a criação do primeiro centro público de transplante renal na Nigéria.

— Temos muito orgulho de fazer parte desta iniciativa, que resultará em milhares de vidas salvas todos os anos, além de libertar centenas de nigerianos das diálises regulares — ressalta Adib Jacob, Presidente do Grupo Novartis no Brasil.

— Há décadas investimos consistentemente no desenvolvimento brasileiro na área de doação e transplantes de órgãos. São ações como suporte para pesquisas clínicas locais e a recém-anunciada transferência de tecnologia para produção pública de dois medicamentos da Novartis para pacientes transplantados — acrescenta o presidente da empresa.

As equipes médicas dos dois países estão sendo lideradas pelo Dr. José Medina Pestana, chefe da divisão de transplantes renais do Hospital do Rim e Hipertensão e presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO).

— Ainda em decorrência dos altos índices de violência urbana e de acidentes de trânsito com vítimas fatais, a Nigéria tem muitos potenciais doadores de órgãos. Faltava mesmo conhecimento na área médica para a viabilização dos transplantes — explica Medina.

— Já o Brasil é referência mundial na área. Nosso desafio aqui é promover o diálogo sobre o tema, para que haja o consentimento familiar quando houver a possibilidade de uma doação — ressalta o médico.

Iniciado em outubro de 2012, o projeto já contou com a visita de uma equipe de profissionais brasileiros à Nigéria e, neste mês, são os médicos africanos que visitam o Brasil. Segundo o líder do projeto, a equipe nigeriana passará por treinamentos envolvendo todas as etapas de um transplante – desde a captação do órgão até o pós-operatório dos pacientes.

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